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Maturidade em T&D: 5 níveis para diagnosticar sua empresa

Maturidade em T&D: equipe de RH analisando os níveis de maturidade em treinamento corporativo

Se pedirem para você provar, agora, o retorno do último treinamento que sua empresa aplicou, você conseguiria responder em números? Para a maioria dos times de RH e T&D, essa pergunta trava. O treinamento acontece, o orçamento é aprovado, a turma participa, mas quando a diretoria pergunta o que aquilo trouxe de volta, a resposta não traz dados. Essa distância entre treinar e comprovar resultado tem nome: maturidade em T&D.

Se a sua empresa não sabe, com clareza, em qual desses estágios está, a pergunta certa não é “qual curso contratar”, é “em que nível de maturidade estamos”. A seguir, você confere os 5 níveis de maturidade em T&D, um checklist rápido para diagnosticar o seu time, o que muda, na prática, de um estágio para o outro e, ao final, como fazer esse diagnóstico completo e gratuito em poucos minutos.

Por que a maturidade em T&D importa mais do que o conteúdo do curso

Um treinamento excelente, aplicado numa empresa com baixa maturidade em T&D, quase sempre se perde. Sem plano anual, sem indicador definido e sem um responsável pelo processo, o conteúdo entra e sai e a empresa acaba repetindo o mesmo curso, para o mesmo problema, todo ano.

Por isso, antes de perguntar qual programa contratar, vale perguntar como a capacitação funciona por aqui. Aliás, a resposta a essa segunda pergunta costuma valer mais para o resultado final do que o nome do curso na proposta.

O que é maturidade em T&D

Maturidade em T&D é o grau de estruturação do treinamento dentro da empresa, do improviso ao método. Ela mede, essencialmente, quatro coisas: se existe plano, se existe indicador, se existe um dono do processo e se o resultado do treinamento chega até a diretoria em forma de dado, e não apenas de sensação.

Em outras palavras, maturidade não se trata do quanto a empresa treina, e sim do quanto ela sabe se aquele treinamento funcionou.

Os 5 níveis de maturidade em T&D

O modelo abaixo organiza a maturidade em cinco estágios, do mais informal ao mais estratégico. Cada nível corresponde, de forma bem direta, à profundidade de avaliação que a empresa consegue sustentar, e é justamente aí que a maior parte das empresas trava.

Nível Como o treinamento acontece Indicador típico Próximo passo
1 — Reativo Só surge quando um problema já apareceu, sem plano nem orçamento formal Nenhum, ou apenas “o curso foi feito” Criar um plano anual mínimo, ainda que simples
2 — Pontual Ações isoladas por área, sem conexão entre si; avaliação limitada à reação do participante Nota de satisfação (“gostou da aula?”) Unificar as iniciativas em um calendário único de T&D
3 — Estruturado Existe levantamento de necessidades e um calendário anual definido Aprendizado e aplicação prática do conteúdo Definir um indicador de negócio para cada programa
4 — Gerenciado por dados Indicadores acompanham o impacto do treinamento no resultado da área Métrica de negócio (produtividade, retrabalho, conversão) Consolidar o dono do processo e o orçamento plurianual
5 — Estratégico T&D entra no planejamento da empresa e influencia decisão executiva ROI e conexão direta com a meta do negócio Manter o ciclo de medição e reforçar a cultura de dado

Vale reparar no padrão dos dados da ABTD citados no início do artigo: 71% das empresas brasileiras ficam presas entre os níveis 1 e 2, medindo, no máximo, a reação do participante. Apenas 3% avançam ao nível 4, e somente 1% sustenta o nível 5 com ROI de fato medido.

Como fazer o diagnóstico de maturidade em T&D em 20 minutos

Um diagnóstico rápido não substitui uma análise completa, mas já indica o estágio real da empresa. Reúna as respostas do time de RH com dois ou três gestores de área e responda ao checklist abaixo, dividido em quatro frentes.

Plano

  1. Existe um plano anual de treinamento, formalizado e aprovado?
  2. O plano nasce de um levantamento de necessidades, ou de pedidos avulsos?
  3. Há orçamento definido antes do início do ano, e não sob demanda?

Execução

  1. Cada programa tem um responsável nomeado, além do RH?
  2. As lideranças participam da definição do conteúdo?
  3. Existe reforço depois do treinamento, como aplicação prática ou mentoria?

Medição

  1. A empresa avalia algo além da satisfação do participante?
  2. Existe indicador de negócio associado a pelo menos um programa?
  3. Alguém calcula, ainda que de forma simples, o retorno do investimento?

Conexão com o negócio

  1. A diretoria recebe relatório de resultado de T&D, e não só de execução?
  2. O plano de capacitação está ligado às metas estratégicas do ano?
  3. A empresa usa dado de T&D para decidir onde investir no próximo ciclo?

Quanto mais respostas “sim” nas duas primeiras frentes, maior a chance de a empresa estar entre os níveis 1 e 3. Já respostas “sim” nas frentes de Medição e Conexão com o negócio indicam avanço real para os níveis 4 e 5.

Por que tantas empresas travam no nível 2

O nível 2 é confortável. Existe orçamento, existem cursos, existe até satisfação razoável dos participantes e, por isso mesmo, ninguém sente urgência de mudar. O problema só aparece quando a diretoria pergunta o que aquele investimento trouxe de volta.

Além disso, sair do nível 2 exige um passo que muitas empresas evitam: escolher um indicador de negócio antes de o treinamento acontecer, não depois. Sem essa definição prévia, qualquer avaliação de impacto vira reconstrução e, reconstrução raramente convence uma diretoria.

Como estruturar a saída do estágio reativo

Sair do nível 1 ou 2 não exige um sistema sofisticado de gestão. Exige três decisões simples, tomadas em sequência.

Primeiro, defina o plano anual antes de o ano começar, mesmo que ele mude ao longo do caminho. Em seguida, escolha um indicador de negócio para cada programa relevante, antes de ele começar, não depois. Por fim, nomeie um responsável por acompanhar o resultado, além do RH, de preferência alguém da própria área que recebe o treinamento. Essas três decisões, sozinhas, já costumam empurrar a maioria das empresas do nível 2 para o nível 3 em um único ciclo.

Entenda o nível de maturidade da sua empresa: faça o diagnóstico gratuito

Em vez de seguir no achismo, responda a um diagnóstico objetivo. O IPOG Enterprise preparou uma avaliação gratuita, com apenas 10 perguntas, que aponta o nível real de maturidade em T&D da sua empresa e já indica a trilha de capacitação mais indicada para o seu momento.

Leva poucos minutos, e o resultado chega direto para você, com uma leitura clara de onde a empresa está e do que fazer a seguir.

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Maturidade em T&D - como diagnosticar

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