Como está o mercado para engenheiro em segurança do trabalho?
4 minutos de leitura
31 de agosto de 2018

Como está o mercado para engenheiro em segurança do trabalho?

Engenheiro em segurança do trabalho

Antes de apontarmos diretamente o panorama do mercado para o engenheiro em segurança do trabalho, te perguntamos “o que é e o que faz esse profissional?”

Ele é o responsável por identificar, realizar estudos e análises para propor medidas de neutralização ou mitigação dos riscos encontrados no ambiente de trabalho.

Além disso, é o profissional legalmente habilitado, juntamente com o médico do trabalho, para realizar laudos de insalubridade, periculosidade, acidente do trabalho e o Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT. Esses documentos, por exemplo, somente têm validade se realizados por um engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho.

O professor da Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho do IPOG, Taynan Camilo, considera que o papel do profissional  dentro das empresas é essencial, pois é de sua responsabilidade garantir a segurança de todos.

Você sabe como está o mercado para engenheiro em segurança do Trabalho?

No início do ano de 2018, o portal G1, apontou a engenheiro em segurança do trabalho como uma das profissões que estão mais em alta no ano, considerando informações de empresas de recrutamento.

O portal Exame, já em agosto de 2018, também apontou os engenheiros mais procurados, e destacou o profissional em engenharia de segurança como um dos mais requisitados e em alta demanda no país.

Essa reportagem, em questão, considerou o profissional em engenharia de Segurança Contra Incêndio e Pânico, – que necessita da formação em engenharia de segurança.

É importante saber que o engenheiro em segurança, possui um leque de diversas áreas em que pode atuar. O profissional está presente em várias empresas, como industrial, logística, na agroindústria, e etc.

Taynan Camilo, considera que o crescimento do mercado para o engenheiro em segurança do trabalho se dá na necessidade de atender a demanda dos novos modelos de empresas brasileiras. Mesmo que o país tenha enfrentado o desafio da crise econômica que assolou a nação nos últimos anos, entre 2014 e 2016.

Neste período, o mercado para segurança retraiu principalmente por duas questões:

1 – Tendo em vista que a exigência legal para contratação de engenheiro do trabalho leva em consideração o grau de risco da empresa e a quantidade de trabalhadores. E, experimentamos nos últimos anos uma crise econômica sem precedentes que levou à redução da quantidade de trabalhadores nas empresas, muitos profissionais acabaram sendo desligados.

2 – A cultura do empresariado brasileiro é de fazer o mínimo para estar dentro da lei e  de assumir os riscos econômicos de ser autuado em uma eventual fiscalização.

Mas então, o que as empresas ganham com um engenheiro em segurança do trabalho?

O professor Taynan  explica que a empresa que possui em seu quadro um engenheiro de segurança do trabalho que realmente atua na empresa – e não aquele profissional que somente assina documento e está no quadro da empresa para atender a legislação –, terá um profissional capacitado a cuidar do ambiente de trabalho onde os trabalhadores atuam exercendo as suas funções com segurança.

Esse profissional acaba sendo uma ponte entre o “chão de fábrica” e a alta direção da empresa, colocando em discussão as questões que preocupam e tem potencial para causar danos à saúde e à vida do trabalhador”, assegura o professor Taynan Camilo.

Além disso, do ponto de vista econômico, a redução de acidentes, de afastamentos e de doenças, aliados a uma boa política de valorização do trabalhador, tem o potencial de melhorar os resultados da empresa.

Um bom ambiente de trabalho reduz:

  • o absenteísmo,
  • o presenteísmo,
  • a rotatividade,
  • os conflitos inerentes, à divisão do trabalho.

E tem a capacidade de promover o desenvolvimento nos três níveis:

  • individual (trabalhador);
  • institucional (empresa);
  • social (toda a sociedade em que o indivíduo e a empresa estão inseridos).

Salários, cargos e funções que o engenheiro em segurança do trabalho pode adquirir!

Como regra geral, o engenheiro de segurança atuará como o profissional responsável pelo Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) das empresas.

Algumas empresas possuem um plano de carreira para o SESMT, onde seria possível subir na hierarquia e fazer parte do corpo diretivo, popularmente chamado de SESMT CORPORATIVO”.

Já em termos de salários, o professor de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho do IPOG, Taynan Camilo, assegura que há grande variação a depender do ramo de atividade na empresa, unidade da federação e experiência.

A regra é que o salário inicial comece no piso da categoria (8,5 salários mínimos para 40 horas semanais) e possa chegar até a casa dos 20.000,00 quando alcançado os cargos de diretoria”.

No caso da reportagem da revista Exame, por exemplo, o profissional que atuará com engenharia de segurança contra incêndio e pânico poderá ter salário de R$ 8 mil a R$ 10 mil.

Qualificação profissional em engenharia em segurança do trabalho

Se você está interessado em se profissionalizar ainda mais na área de engenharia de segurança do trabalho, não deixe de ficar atento ao que diz a legislação sobre a formação deste profissional.

Taynan esclarece que de acordo com a Lei 7.410/1985, somente engenheiros e arquitetos que tenham realizado o curso de Engenharia de Segurança do Trabalho a nível de pós-graduação e, ainda, com o respectivo registro no conselho de classe poderão exercer a profissão de engenheiro de segurança do trabalho no Brasil.

A dica é: fique atento se a sua instituição atende as regulamentações do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – CONFEA e do Ministério da Educação – MEC, e saiba como a Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho do IPOG pode agregar na sua carreira.


Sobre Taynan Camilo

É engenheiro eletricista, e engenheiro de segurança do trabalho. Professor da Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho do IPOG. CREA 18.487/D-GO. Possui graduação em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Goiás; Pós-graduação em engenharia de segurança do trabalho pela Universidade Federal de Goiás; Pós-graduação em engenharia econômica e financeira para projetos de investimento pela Universidade Federal de Goiás; Mestrando em Administração pela Universidade Federal de Goiás - linha de pesquisa: administração pública e políticas públicas de saúde do trabalhador. Atuação como engenheiro de segurança do trabalho, consultor externo em engenharia de segurança do trabalho em diversas empresas e perito ad hoc pelo Tribunal Regional do Trabalho e Justiça Federal. Atuação como professor nos cursos de técnico de segurança do trabalho (SENAC).

Comentários