Cogeração de Energia em Edifícios: Benefícios e Desafios
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26 de junho de 2019

Cogeração de Energia em Edifícios: Benefícios e Desafios

Cogeração de Energia

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no século XX a população brasileira decuplicou a taxa média do crescimento populacional, sendo de 2,91%, enquanto no século XXI o Brasil teve uma trajetória descendente. Já a projeção para 2020 é de que a taxa média de crescimento seja de 0,71%.

Sabe-se que o crescimento populacional é um dos fatores que determinam a necessidade de otimizar o uso sustentável dos recursos.

Entretanto, mesmo sabendo que a tendência da taxa de crescimento populacional seja de diminuir ao longo dos próximos anos, o Brasil tem se preocupado com os recursos para o futuro, principalmente no que diz respeito a energia elétrica.

Na primeira década do século XXI, o Brasil passou por uma crise energética que fez despertar uma maior atenção para novas formas de geração de energia elétrica.

Cogeração da Energia: uma alternativa sustentável

Entre muitas ações, a cogeração da energia se tornou uma grande alternativa para a sustentabilidade da eletricidade. Mas o que é cogeração? A cogeração é a produção simultânea de duas ou mais formas de energia a partir de um único combustível. Isto é um grande avanço, não é mesmo?!

Agora imagine que a projeção do número de domicílios esteja aumentando e que projetos modernos de edifícios inteligentes com eficiência energética também estejam.

Com certeza isto seria um ganho para o desenvolvimento sustentável brasileiro. Pois isto já é realidade no Brasil e é o que mostra os dados da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (COGEN).

A geração de energia no Brasil dobrou de 2009 até 2019 a partir da cogeração. Agora chegou a vez não somente dos edifícios públicos, edifícios comerciais e shoppings, mas também dos edifícios residenciais.

As construções sustentáveis estão ganhando vez no mercado e o profissional que estiver atento a esta tendência conquistará seu espaço mostrando suas habilidades voltadas para a busca da eficiência energética nas construções.

No Brasil, o consumo de energia elétrica nas edificações residenciais e comerciais, de serviços e públicas, é bastante significativo, correspondendo a aproximadamente 50% do total da eletricidade consumida no país.

Por isso, buscar alternativas como a cogeração é de fundamental importância para a sustentabilidade energética.

Vantagens do uso da cogeração

As vantagens e os benefícios do uso da cogeração são vários, como por exemplo:

  • Economia no consumo de energia;
  • Redução das emissões de CO2;
  • Menor dependência de combustíveis importados;
  • Maior grau de estabilidade da rede pela redução dos congestionamentos e picos do sistema elétrico;
  • Melhor aproveitamento de recursos energéticos disponíveis localmente.

Os desafios para que o Brasil conquiste uma melhor posição em números de edifícios de energia zero são muitos, mas estamos caminhando para alcançar esta meta de eficiência energética na construção civil.

Ainda são poucos (cerca de 4.500) os edifícios brasileiros que possuem a etiquetagem de eficiência energética Procel Edifica.

Segundo o Centro Brasileiro de Informação Energética (ProcelInfo), a etiqueta que faz parte do Programa Nacional de Conservação e Eficiência Energética em Edificações (Procel Edifica) promove a economia e o uso racional da energia elétrica nas edificações.

As edificações novas construídas, de acordo com os padrões instituídos pela etiquetagem, podem obter uma economia de até 50%, já as edificações existentes que sofrerem grandes reformas, uma economia de até 30%.

E você, também quer fazer parte desta busca pela eficiência energética? É um profissional com interesse em Construções Sustentáveis? Se você se interessou pelo assunto, aproveite para conhecer mais sobre o MBA em Construções Sustentáveis e Edifícios Inteligentes do IPOG.

Engenharia-arquitetura

 

Sobre Maria Rúbia Miranda

Graduada em Engenharia de Produção, é Doutora em Engenharia Mecânica pela Universidade de Brasília - UnB (2017), com pesquisa voltada para tecnologias de conversão de biomassa. Na sua linha de pesquisa - bioenergia/energia renovável tem experiência em várias vertentes, dentre elas a eficiência energética e cogeração. Na área fabril trabalhou com arranjo físico e layout, logística, planejamento e controle da produção, estudo de tempos e métodos, e qualidade do produto. Experiente docente em áreas conhecimento voltadas para disciplinas dos cursos de Administração, Engenharia de Produção, Engenharia Civil, Engenharia Ambiental e módulos de pós-graduação em áreas correlatas à sua formação. Atua como docente do Instituto de Pós-Graduação (IPOG), ministrando módulos na sua área de formação e linha de pesquisa. Possui ao longo de sua carreira acadêmica orientações de trabalhos finais de curso, além de publicações e trabalhos com pesquisa e extensão. Atualmente é pós doutoranda e pesquisadora no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UFG, atuando na sua linha de pesquisa na área de bioenergia.

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