Lean Six Sigma: uma estratégia para vencer a competitividade
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14 de junho de 2017

Lean Six Sigma: uma estratégia para vencer a competitividade

six Sigma

Devido à crescente competitividade no mundo dos negócios, os projetos de melhoria tornaram-se vitais para a sobrevivência das organizações, e a metodologia Lean Six Sigma se tornou a principal referência mundial para projetos dessa natureza. Por isso, os profissionais capazes de liderar projetos têm sido tão requisitados no mercado de trabalho.

Com o Lean Manufacturing (Produção Enxuta) é possível identificar e eliminar atividades que não agregam valor para uma empresa, reduzindo desperdícios com consequente aumento de produtividade. Com o Six Sigma, é possível otimizar e reduzir custos nas atividades organizacionais, diminuir variações nos meios de produção, aumentar a capacidade dos processos atenderem às necessidades dos clientes.

O Lean Six Sigma em conjunto constitui o que se tem de mais moderno em termos de gestão empresarial, a chamada World Class Enterprise (Gestão Classe Mundial).

Como funciona a escala de qualidade?

Entender a escala é mais simples do que parece. O 1-sigma é o nível mais baixo, o que representa uma grande quantidade de defeitos e grande potencial de perda de suas vendas. Já o 6-sigma é o nível mais alto de excelência, o que representa 3,4 defeitos em um milhão de operações.

Como funciona a estratégia?

Para que ela funcione na prática é imprescindível que toda organização seja mobilizada. Uma vez identificados os gargalos e os desperdícios com ajuda do Lean, os projetos serão definidos a partir da estratégia DMAIC – sigla para:

  • Definir
  • Mensurar
  • Analisar
  • Melhorar
  • Controlar

Definir 

É necessário definir metas claras e indicadores de performance para as atividades e melhorias que a empresa pretende alcançar. Ferramentas específicas são utilizadas para traduzir os desejos e requisitos dos clientes em especificações técnicas.

Mensurar

A capacidade de um processo atender às necessidades dos clientes é limitada pelas suas variações. Estas são as responsáveis pelo aumento de defeitos, custos e tempo de ciclo. Portanto, é necessário medir a probabilidade de ocorrência de falhas com sistemas de medição confiáveis.

Analisar

Por meio de análise estatística, a terceira etapa visa identificar caminhos para eliminar a lacuna entre os números atuais e as metas definidas anteriormente.

Melhorar

A quarta etapa tem o objetivo de otimizar os processos e encontrar novas soluções através de ferramentas como o Planejamento de Experimentos (Design of Experiments).

Controlar

Por fim, como o novo sistema desenvolvido, o último item visa garantir que a metas alcançadas serão mantidas a longo prazo com ferramentas como Controle Estatístico de Processos (CEP).

Caso que comprova o sucesso do Lean Seis Sigma

A Ford começou o seu treinamento de Black Belts em 1998 em alguns departamentos e estendeu seu programa para toda a companhia até o final de 2001: Treinamento de mais de 8.000 Black Belts em 18 meses. Mega Projeto: Reengenharia de todo processo para eliminar defeitos em estudos de forecast, planejamento de produção, atrasos de pedidos, gerenciamento de inventário, e erros de captação de pedidos –Savings totais projetados da ordem de US$1 bilhão durante a implantação.

A Ford sinalizou uma nova era da “forma de pensar” – Six Sigma. Naturalmente o programa se estendeu aos fornecedores estratégicos e os competidores também não quiseram ficar para trás. O mesmo ocorreu na General Eletric, GE quando seus competidores também quiseram alcançar os mesmos ganhos!

Gostou desse assunto? Que tal deixar o seu comentário e conhecer os cursos de curta duração do IPOG em Black Belt Lean Six Sigma e Green Belt Lean Six Sigma.

 

Sobre Leandro Valim

Professor Doutor Leandro Valim de Freitas, Coordenador de Green e Black Belt do IPOG, é Engenheiro Químico formado pela USP, com aperfeiçoamento em Design and Analysis of Experiments pelo MIT/EUA, MBA, Mestre e Doutor em Engenharia de Produção pela UNESP, Master Black Belt com acreditação internacional pela The Council form Six Sigma Certification - Official Industry Standard for Six Sigma Accreditation, foi membro da Associação Brasileira de Estatística (ABE), autor de artigos científicos e livros internacionais e definitivamente apaixonado por otimização de processos, traz sempre para seus cursos o que aprendeu sobre este tema na Sloan Escola de Negócios do Instituto Massachusetts de Tecnologia (MIT/EUA). Ele que tem um pé na indústria (14 anos de experiência) e outro na academia (8 anos) atuando como professor convidado em cursos de curta duração e MBA´s por todo Brasil no IPOG, na USP e na UNESP fica feliz em dividir com os alunos uma abordagem de cursos não apenas teórica e didática, o que é fundamental, mas também prática, em que o aluno possa aplicar mais rápido em seu ambiente de trabalho, ferramentas que tragam impacto financeiro para o Negócio e fidelização de clientes. Na mesma linha de trabalho, conta com a Professora de MBA, Master Black Belt também com a acreditação internacional, e Consultora de empresas Ana Paula B. R. de Freitas, graduada em Engenharia Química (USP), Mestre (USP), Doutora em Engenharia de Produção Mecânica (UNESP) e Pós-Doutora em Nanotecnologia pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) - membro da Six Sigma Brasil e da Rede Europeia ENBIS (European Network for Business and Industrial Statistics). Foi Editora Chefe do livro Multivariate Analysis in Management, Engineering and the Sciences (2013) da editora europeia InTech, Editora Chefe do Special Issue on Statistical Engineering da American Jounal of Theoretical and Applied Statistics (2014), um dos autores do livro Fuel Injection in Automotive Engineering e do livro Design of Experiments: Applications (2013).

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