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01 de junho de 2017

Como se tornar um mestre da inovação nos projetos sociais?

As mudanças no mercado são constantes e, com isso, inovar deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade. Porém, adquirir esta expertise não é uma tarefa fácil. Geralmente, demanda pesquisas, testes, análises, mensuração de resultados, e a partir daí surgem novas ideias a serem colocadas em prática. E nada melhor que transformar essas boas ideias em ações que ajudem a melhorar o mundo em que vivemos, não é mesmo?!

Essa é a essência do empreendedorismo social, termo criado pelo americano Bill Drayton, que em 1980 fundou a Ashoka, uma organização mundial, sem fins lucrativos, pioneira no campo da inovação social.

O empreendedorismo social, antes visto como uma tendência, hoje já é uma realidade na vida de muitas pessoas no Brasil, tornando-se um modelo democrático, inclusivo e colaborativo, que oferece ao jovem a chance de ter um negócio e de encontrar um trabalho que gere valor para si próprio e, principalmente, para a comunidade em que vive.

Atuante na área, Marcos Pinheiro, diretor de projetos e relação com investidor do Instituto de Philantropia Inteligente (PHI), demonstra que isso é muito possível. Ele afirma que a inovação foi uma consequência natural do propósito do PHI. “Tínhamos como intenção principal fazer alguma coisa pelos outros, criar impacto social positivo. Pela nossa trajetória, notamos que só seria possível alcançar isso assessorando pessoas físicas e jurídicas a se doar com qualidade. Esse conceito é novo e praticamente inédito no Brasil, o que nos obrigou a criar processos, documentos, metodologia e indicadores. Por isso, entendemos que a inovação foi uma consequência necessária para executarmos nosso propósito”.

Para Marcos, as ideias nascem do nada, num fim de semana ou mesmo durante o sono. Mas, segundo ele, isso só ocorre quando se está sempre conectado de uma forma muito profunda com o instituto. “No PHI, estamos tão envolvidos com nosso trabalho, tocados pelo propósito, imersos naquele mundo, que as coisas vão acontecendo naturalmente. O Instituto PHI é parte das nossas vidas, não apenas o que ocupa o quadrante ‘profissão’”, complementa.

Características de um empreendedor social inovador 

A primeira característica de um empreendedor social inovador é o amor, diz Marcos. Amor pelo próprio negócio, legítimo e que não se compra, nem se pode dizer que se desenvolve de forma apenas racional.

Outra atitude inovadora é a pró-atividade, pois de nada adianta estar preenchido de coisas boas, mas não se mover, ressalta Marcos. Também é importante estar sempre bem informado do que ocorre ao seu redor. Uma boa conversa ou um artigo preciso dão grandes dicas e aceleram muito a curva de aprendizado.

Inovação é a chave do empreendedorismo, será que isso se aplica também a área social? Marcos responde que sim. Mas, é importante que tenhamos uma compreensão bem ampla da ideia de inovação. “Se considerar que inovar é criar uma nova tecnologia incrível ou uma forma totalmente nova de agir no mundo, talvez o empreendedorismo social não se enquadre. Mas se ‘inovar’ pode ser considerado fazer algo diferente do que havia sido feito, concordo que seja a chave também do empreendedorismo social”, considera.

Por exemplo, uma mulher vive em uma comunidade em que as crianças não tem onde ficar quando as mães vão trabalhar. Algumas crianças ficam sozinhas, outras com uma cuidadora despreparada, outras vão trabalhar juntas. Nenhuma solução satisfatória. Então essa mulher cria uma creche a baixíssimo custo – talvez até gratuita. A solução dela não é uma tecnologia fantástica nem algo novo no mundo, mas é inovadora, pois é algo diferente do que havia sido feito. Este sentido de inovação, sim, é a chave do empreendedorismo social, como esclarece Marcos. Confira algumas dicas do profissional para que seu projeto social seja inovador:

5 Dicas para que a inovação aconteça nos projetos sociais

Esteja dentro da sua causa

Quando você trabalha em um projeto na sua causa (ou cria um), dedica-se muito mais. Todos temos uma causa que nos toca emocionalmente. Você pode achar que a educação é a chave para o Brasil, mas o que te desperta mesmo é a causa de preservação da Amazônia. Não tem problema algum! Atue dentro do que te toca mais.

Comunique-se!

Crie e expanda redes. Abra horizontes. Há um mundo de possibilidades que você só poderá conhecer se for até elas.

Estude

Leia, leia, leia. Conhecimento é fundamental. Internet está aí para isso.

Seja honesto

Inovar sem ética vai te levar a problemas. Se o que você quer é ser feliz empreendendo, não vai chegar a isso por vias tortas. O Brasil já está farto disso.

Seja proativo, mas escute as mensagens

A visão clássica de empreendedorismo que nos chega é a norte-americana, que nos diz para agir sempre, com força: ser um trator atrás dos seus objetivos. Já o ponto de vista oriental é bem mais passivo, como um rio que desce a montanha. Por isso é importante que você esteja sempre inclinado a ir atrás dos seus objetivos e trabalhe muito para chegar lá, mas não deixe de ouvir as mensagens e os direcionamentos que a vida te dá. Muitas vezes nosso cérebro quer uma coisa, mas a vida tem algo bem melhor preparado.

Um pouco sobre o instituto PHI

O Instituto PHI presta assessoria de filantropia para pessoas físicas e jurídicas. Faz a ponte entre doadores e projetos sociais – não pelo lado dos projetos, como captador de recurso, mas sim pelos que estão doando. O ciclo de trabalho se inicia com uma busca permanente pela expansão e fortalecimento de doadores.

O Instituto está permanentemente captando recursos. Quando encontra um cliente, busca entender qual a causa que o move. Sabendo isso, são apresentados projetos cuidadosamente escolhidos entre os 900 que compõem a base de dados, que os analisa a partir de gestão, solidez, transparência e impacto. Também já conversam com mais de 500, o que torna a rede de instituições rica e variada.

Uma vez que o doador escolha o projeto, é feito todo planejamento do período de apoio: Quanto? Qual prazo? Quantas parcelas? Quantos relatórios? Quais os objetivos? Quais as metas? Uma vez que isso esteja assinado, é monitorado todo período de aplicação dos recursos com relatórios e visitas.

Seguindo esta metodologia e tendo especial atenção para não abraçar mais atividades e perder o foco, o Instituto PHI movimentou R$ 11 milhões para 206 projeto no RJ e em SP. Já trabalham com 56 clientes, impactando indiretamente mais de 200 mil pessoas.

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