Você já sabe como fazer orçamento com o BIM? Aprenda neste post!
4 minutos de leitura
29 de janeiro de 2018

Como fazer orçamentos com BIM?

Muito tem se falado sobre a importância do método BIM. A partir dele é possível compatibilizar projetos, projetar um modelo virtual e ter diversas informações atreladas a ele. Essa possibilidade também contribui para um maior controle sobre o orçamento da obra. Tanto no planejamento dos custos, como no controle do que será gasto durante a execução.

A ferramenta tem reinventado as áreas de gestão e projetos, pois permite organizar, em um mesmo arquivo eletrônico, um banco de dados de toda a obra, o qual pode ser acessado por todas as equipes envolvidas em uma construção.

Mas o que é BIM?

Como já mostramos aqui no Blog IPOG, o BIM é uma metodologia que veio para inovar os projetos de arquitetura e engenharia. Este novo conceito advém do inglês Building Information Modeling (BIM) e significa “Modelagem Informativa da Construção”. O BIM, portanto, surge como uma alternativa tecnológica mais avançada para a construção de edifícios virtualmente. Em outras palavras, é construir toda a obra em 3D na tela do computador, projeto que é capaz de oferecer todas as informações possíveis, desde a espessura da parede ao tipo de material a ser utilizado.

Podemos dizer que o BIM é, de fato, construir uma obra virtualmente. É uma construção virtual que representa a sua obra exatamente como ela deve ser construída na vida real. É como se realmente estivesse construindo cada parte dessa obra, executando cada um dos projetos, mas antes de tudo começar.

A partir desse modelo informativo é possível constatar todo tipo de informação sobre os projetos:

  • Quem construiu (Responsabilidades)
  • Metragens
  • Como foi construído (Processos)
  • Materiais Utilizados
  • Entre outros

O BIM e os orçamentos

De acordo com o coordenador da Pós-Graduação do IPOG Master BIM: Ferramentas de Gestão e Projeto, para elaborar um modelo em BIM, uma obra virtual nesse modelo, é preciso pensar estrategicamente, pensar no planejamento da obra desde as suas primeiras etapas.

Ele explica que ter o projeto muito bem definido ainda nas primeiras fases permite que alguns problemas já sejam prevenidos muito antes da obra começar. “Você evita desperdício na obra, perda de tempo, de material e quebra quebra”, esclarece o professor.

Isso acontece porque através do BIM é possível ter os projetos compatibilizados, integrados. Por isso segundo Alan, você prevê ainda na obra virtual o que poderia acontecer na obra real.

“É possível antecipar a solução dos problemas com o BIM

O que muda no orçamento com BIM?

O coordenador da Pós-Graduação do IPOG explica que no modelo antigo, todos os cálculos eram feitos à mão. Essa prática diminui a precisão e aumenta o risco de erros.

Para orçar a construção de uma parede por exemplo, é preciso informar qual é o revestimento interno, revestimento externo, tipo de vedação, qual tipo de piso, espessura de cada uma das camadas, que tipo de esquadrias, portas, quais os quantitativos, quais os materiais pra cada um dos elementos construtivos do projeto, entre tantas outras coisas.

No modelo tradicional, o profissional acaba então não sendo muito preciso e normalmente arredonda para um pouco mais, segundo Alan. “No entanto é muito comum que sempre exista diferença entre diferentes orçamentos justamente por causa dessa falta de precisão. Existem normas e manuais de como orçar, mas na prática é bem diferente a maneira de cada profissional fazer essas medições e preparar o orçamento”, destaca o coordenador.

Já quando o projeto é em BIM, o próprio software já calcula todas essas informações necessárias para o orçamento e “entrega” automaticamente esses cálculos.

Com BIM, não é necessário contabilizar a mão, nem abrir várias planilhas de insumos e detalhar cada um desses elementos na obra.

A mesma praticidade vale para o caso de alguma alteração no projeto. No modelo tradicional, qualquer mudança significaria modificar o projeto, refazer cálculos, modificar materiais. Um trabalhão!

No BIM, tudo isso é automatizado. “Se eu demolir uma parede, construir um vão, enfim, eu tenho em instantes, em segundos, tudo atualizado”, celebra Alan Araújo.

“Trabalhar com BIM, é sair do analógico e ir para o digital, automatizado”.

BIM: usar ou não?

O coordenador da Pós-Graduação do IPOG ainda pontua que muitos profissionais insistem em resistir ao novo modelo, pois segundo ele, toda mudança de processo ocasiona uma grande resistência. “Isso acontece principalmente nesse caso que, além de mudar metodologias, ainda adiciona algumas etapas a mais no desenvolvimento e concepção do projeto. Porque você vai precisar informar quais serão os materiais utilizados em cada um dos elementos construtivos ainda em fase de desenvolvimento e concepção desses projetos”, explica o professor.

A boa notícia é que por outro lado, os profissionais estão começando a perceber a necessidade de migrar para projetos de modelos em BIM justamente para facilitar a questão de quantificação.

Segundo Alan, muitos profissionais da Engenharia, por exemplo, têm aderido aos softwares BIM por perceberem os benefícios para formação de orçamento, porque têm um quantitativo mais preciso, além do projeto ser criado com maior velocidade.

“Cada vez mais aumenta essa migração do sistema tradicional para o BIM”.

E você, já usa o BIM ou ainda tem alguma dúvida sobre o modelo?

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Sobre Alan Araújo

Arquiteto e Urbanista pela UFPB. Mestre em BIM e Realidade Virtual/Realidade Aumentada. Técnico em Edificações pelo ETFPB (2002). Membro do Comitê ABNT para criação da CIE-134 – BIM. Elaborador do template ABNT para Revit. BIM Manager e diretor/sócio no Grupo Bloco e na ProjetoAcg. Trabalha com Projetos em BIM, treinamentos e palestras por todo o Brasil. Certificado Autodesk – Profissional e proprietário da ProjetoAcg como Centro Autorizado Autodesk.

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