Ipog na InterFORENSICS: desafios da análise de dispositivos móveis bloqueados e criptografados
2 minutos de leitura

Ipog na InterFORENSICS: desafios da análise de dispositivos móveis bloqueados e criptografados

O primeiro dia do maior evento integrado de Ciências Forenses da América Latina, a InterFORENSICS – Conferência Internacional de Ciências Forenses, contou com a palestra “Desafios da análise de dispositivos móveis bloqueados e criptografados”, apresentada pelo Engenheiro de Sistemas da Cellebrite, Marcelo Sala.

A Cellebrite é uma empresa global, presente em 120 países, especializada em desenvolver soluções avançadas para a análise forense em dispositivos móveis. As grandes forças de lei policiais e os órgãos mais importantes de inteligência no mundo, como o FBI, INTERPOOL e Polícia Federal brasileira, utilizam a tecnologia desenvolvida pela companhia. A Operação Lava Jato é um exemplo de investigação que utiliza uma ferramenta computacional da Cellebrite, a UFED Touch.

Os principais tópicos abordados na palestra apresentaram informações sobre o desbloqueio de telefones mais avançados por meio da modalidade de serviço CAIS (Cellebrite Advanced Investigative Services), a possibilidade de ter esse desbloqueio dos telefones em seu próprio laboratório e a correlação de múltiplos telefones, com diversas fontes de dados.

Em uma entrevista exclusiva para o IPOG, Marcelo Sala apresentou os principais desafios da análise de dispositivos móveis criptografados. Confira:

Quais são os principais desafios para a análise de dispositivos móveis criptografados?

A criptografia dos aparelhos mais novos é um grande desafio que vivenciamos.  A tecnologia evolui juntamente com os modelos de telefone, quanto mais novo o dispositivo, mais avançada é a criptografia.  Os maiores desafios são com os telefones Iphone 6 e 7 e Galaxy 6, 7 e 8.

Quais são os principais softwares utilizados para descriptografar arquivos de dispositivos móveis bloqueados?

No caso da Cellebrite, é a própria extração do Cellebrite UFED Physical Analyzer que faz a descriptografia. Os perfis de extração do Physical Analyzer são um conjunto de scripts de descriptografia em uma linguagem de programação chamada de Python.

Quais as soluções que a perícia digital busca para uma investigação mais eficiente em dados criptografados?

Não tem muito segredo na criptografia. O dado está criptografado ou descriptografado. O processo é desembaralhar os dados que estão embaralhados. Quando eles já estão desembaralhados, utilizam-se outras ferramentas para fazer a leitura específica de alguma plataforma, como o WhatsApp ou provedores de e-mails.

Em breve postaremos mais informações das principais palestras da InterFORENSICS. Fique de olho e acompanhe!

Artigos relacionados

Qual o melhor serviço de computação em nuvem para implantar em seu negócio? Os grandes avanços e inovações da tecnologia mudam constantemente o mercado, e para acompanhar as novas práticas de trabalho, as empresas precisam da expertise do setor de Tecnologia da Informação (TI) para adequarem processos às novas realidades. Um grande ex...
Carreira de Perito Criminal: conheça o que faz esse profissional Você sabe o que faz um perito Criminal? Esse profissional analisa cenas, corpos e outros elementos que envolvem crimes, sempre se baseando em vestígios e evidências suspeitas. Para os amantes da série de televisão americana CSI: Investigação Criminal, a profi...
Descubra por que tantos profissionais têm investido na área de Gestão da Tecnologia da Informação... A evolução da informática observada nos últimos anos deixou claro que a tecnologia é indispensável às diversas atividades humanas e corporativas. Isso porque ela contribui para a otimização dos recursos e caracteriza-se também como fonte de inovação. Por esse ...

Sobre Assessoria de Comunicação

Equipe de produção de conteúdo IPOG. Responsável : Bruno Azambuja - Gerente de Marketing - bruno.azambuja@ipog.edu.br