Genética Forense: conheça como é realizada a investigação criminal por exames de DNA
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26 de janeiro de 2018

Genética Forense: conheça como é realizada a investigação criminal por exames de DNA

As tecnologias forenses crescem em passos consideráveis ​ e a cada vez mais podem oferecem resultados mais precisos. Como é o caso da Genética Forense, conhecida também como DNA Forense, um dos métodos forenses mais confiáveis do mundo.

A ciência aliada à investigação pericial, por meio da evidência de DNA, contribui com a Justiça para esclarecer a verdade. Se você tem interesse em saber da importância da Genética Forense e como é o trabalho de peritos na investigação de crimes por exames de DNA, faça uma boa leitura desse artigo!

A importância da Genética Forense na investigação de crimes

As modernas técnicas da Biologia Molecular tornaram possível elucidar crimes a partir de exames de DNA. A análise de vestígios biológicos permite identificar com precisão a identidade de uma pessoa ou mesmo se um indivíduo esteve em determinado local de crime.

Nos casos de estupros são colhidos materiais biológicos no corpo da vítima ou no local de crime.  A comparação do Perfil Genético dos materiais biológicos obtidos na vítima ou no local de crime com amostras de um suspeito pode identificar a autoria ou inocentar o suspeito.

Desde 2012 o Brasil está entre as nações que possuem um Banco nacional de Perfis Genéticos. O crescimento deste banco tem permitido à perícia fornecer informações importantíssimas às diversas investigações policiais, identificar criminosos seriais e, evidentemente, auxiliar a Justiça.

Como é feita a investigação por exames de DNA?

Em linhas gerais, o processo de identificação de crimes utilizando técnicas da Genética Forense é realizado da seguinte forma:

1) Durante um exame de um local de crime, os peritos colhem os materiais biológicos disponíveis na cena do crime, do suspeito e da vítima. Esses vestígios são fundamentais para identificar o autor de um crime ou inocentar um suspeito.

2) Os vestígios biológicos coletados, são encaminhados para um laboratório forense , onde o Perfil de DNA é identificado.

3) Os Perfis Genéticos assim levantados são , então, inseridos nos Bancos de dados  de Perfis Genéticos.

4) As identificações realizadas por meio da coincidência de Perfis Genéticos são consignadas pelo Peritos Criminais, sob forma de um Laudo Pericial.

Principais áreas de investigação da Genética Forense

Identificação

Os bancos de dados de Perfis Genéticos têm outra grande aplicação: a identificação de pessoas desaparecidos. Além de outras técnicas de identificação, como impressão digital ou exames dentários ou antropométricos, a Genética Forense é utilizada para comparar um cadáver não identificado com familiares. Esse método de identificação é conhecido como identificação por vínculo genético.

Criminalística                                                                

A Genética Forense é muito utilizada na criminalística para o confronto de vestígios biológicos de indivíduos envolvidos em um crime. Quando trabalhamos com amostras encontradas em locais de crime, você tenta encontrar vestígios biológicos que possibilitam identificar o autor do crime. Em um crime sexual, por exemplo, os peritos devem encontrar no corpo da vítima o DNA do agressor para provar quem foi o responsável por aquele crime.

A Genética Forense é a grande aliada da justiça para esclarecer a verdade, seja para identificar um indivíduo ou provar culpa e a inocência e precisa ser realizada de acordo com métodos científicos de forma padronizada e universal.

Para atuar nessa área, seja em local de crime ou no laboratório de exames de DNA, o profissional precisa estudar continuamente. É um tipo de perícia que depende da ciência para auxiliar a Justiça e para isso precisa ter formação específica na área.

E o que você achou desse método de investigação? Se você tem interesse de se capacitar e conhecer diferentes técnicas de investigação forense, conheça agora mesmo o curso de pós-graduação em Perícia Criminal e Ciências Forenses do IPOG e seja um especialista na área de Perícia Criminal.


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Sobre Walber Pinheiro

Doutorando em Ciências da Informação pela Universidade Fernando Pessoa em Porto (Portugal) e coordenador do curso de Computação Forense e Perícia Digital do IPOG.

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