UFED Touch Ultimate: solução para a investigação forense
3 minutos de leitura
10 de novembro de 2017

UFED Touch Ultimate: conheça a solução completa da Cellebrite para a investigação forense em dispositivos móveis

Existem muitas soluções no mercado que proporcionam a extração, análise de dados, desbloqueio, descriptografia de dispositivos móveis, como: tablets, smartphones, GPS, cartões de memória. A Cellebrite é referência global em soluções forenses para as forças de lei acessar a inteligência digital, extrair e analisar dados em profundidade dos dispositivos móveis. Uma tecnologia forense da companhia com destaque mundial para a investigação em dispositivos móveis é a UFED Touch Ultimate. Nesse artigo você vai conhecer as principais aplicações e recursos dessa ferramenta. 

Investigação forense em dispositivos móveis

A  perícia forense em celulares permite, por meio de equipamentos e softwares forenses, obter e analisar dados em e-mails, mensagens instantâneas, fotos, vídeos, entre outras mídias armazenadas no aparelho.

Desde uma simples análise de uma mensagem trocada entre uma pessoa e outra, mesmo estando deletada, com o apoio de equipamentos e softwares de investigação forense em dispositivos móveis pode ser possível verificar o local que a pessoa envolvida na investigação estava em certo dia e horário. Isso permite checar a veracidade de um depoimento, por exemplo.

A demanda por esse tipo de investigação tem crescido a cada dia no Brasil e já permitiu muitas condenações. As forças de lei do Brasil, como a Polícia Federal, Estadual, Civil, Institutos de Criminalística, investem continuamente para estar munida da melhor tecnologia de ponta para a investigação forense digital.

(Conheça o nosso curso sobre Computação Forense e Perícia Digital)

UFED Touch Ultimate

É uma tecnologia forense universal de extração, decodificação e análise de dados em smartphones, tablets, cartões de memória e GPS com velocidade e precisão, sendo possível, em alguns casos, acessar dados de dispositivos bloqueados, criptografados ou apagados.  Extrai diversos tipos de dados, como mensagens trocadas em aplicativos compatíveis com a solução, registros de chamadas, fotos, vídeos e localização.

É referência em investigações de órgãos policiais do mundo, o FBI, INTERPOOL e a Polícia Federal brasileira são exemplos de organizações que utilizam essa tecnologia para elucidação de crimes a partir de evidências encontradas em dispositivos móveis.

A ferramenta possui uma interface gráfica intuitiva com tecnologia touchscreen e é compatível com mais de 17 mil tipos de aparelhos de diferentes versões e sistemas operacionais e até mesmo com dispositivos ”alternativos”, que são aparelhos genéricos, sem marca.

Essa solução para investigação forense em dispositivos móveis contem os seguintes recursos:

UFED Physical Analyzer – software para análise forense dos dados extraídos dos dispositivos móveis e emissão de relatório da análise.

UFED Phone Detective – identificação automática do modelo e características técnicas do dispositivo a ser analisado.

UFED Reader – aplicativo para compartilhamento do relatório de análise com usuários que não tem acesso ao UFED Touch Ultimate.

Essas são os principais recursos do UFED Touch Ultimate para a investigação forense móvel da Cellebrite que auxiliam os peritos do Brasil e do mundo na investigação de crimes cibernéticos. A empresa também desenvolve soluções para investigação forense em nuvem.

Todos os anos surgem novos modelos de dispositivos móveis com tecnologia mais avançada. De acordo com o Engenheiro de Sistemas da Cellebrite, Marcelo Sala, um dos principais desafios da análise de dispositivos móveis é a criptografia dos aparelhos mais novos.

Para combater crimes cibernéticos, os peritos digitais precisam se capacitar e acompanhar as tecnologias forenses constantemente para terem condições e compreensão plena das ferramentas disponíveis no mercado para realizar as análises forenses com segurança e acuracidade.

Existem muitos outros softwares no mercado que colaboram com diferentes tipos de investigações e em diferentes sistemas operacionais e equipamentos, como computadores e HD’s. Um grande exemplo é Sistema IPED,  software desenvolvido por peritos da Polícia Federal do Brasil para contribuir com as investigações da Operação Lava Jato.

Outro software que merece destaque é o NuDetective. A ferramenta foi desenvolvida para contribuir com as investigações suspeitas de pedofilia por meio da detecção automática de nudez e pornografia infantil em arquivos armazenados em computadores, HDs, pen drives, cartões de memória e celulares.

Quer conhecer outros equipamentos e softwares forenses utilizados no Brasil e exterior? Então leia o artigo: Conheça as principais ferramentas utilizadas na investigação forense computacional.

 

 


Artigos relacionados

Indústria 4.0: a era dos sistemas inteligentes e da convergência digital Você já sabe o que é Indústria 4.0? Então, vem com a gente! Smartphones, tablets, computadores, máquinas, sistemas automatizados, inteligência artificial, tudo isso está se tornando tão comum em nosso dia a dia que nem nos damos conta de como a tecnologia tem ...
Representação Facial Humana: conheça as técnicas utilizadas pelos papiloscopistas A Representação Facial Humana é um método técnico-cientifico de apoio à identificação humana em um processo de investigação policial.  É um importante instrumento para a elucidação de crimes, que, em muitos casos, direciona o início de uma investigação. Por is...
A evolução da Bitcoin: a moeda virtual de maior popularidade dos últimos anos Em 1990, a internet viu emergir um movimento que ficou conhecido por cyberpunks, composto por hábeis programadores entusiasmados com o potencial de independência conferido pela internet, em uma época em que ela estava distante da regulamentação governamental. ...

Sobre Pedro Monteiro

Graduado em Engenharia de Computação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e mestre em Ciências da Computação e Matemática Computacional pela Universidade de São Paulo (USP). Atua como Perito Criminal Federal na área de Informática desde 2006. É autor da Ferramenta Forense NuDetective, que auxilia na identificação de arquivos de pornografia infanto-juvenil em computadores. É professor da pós-graduação em Perícia Criminal & Ciências Forenses do IPOG.

Comentários