Conheça as principais ferramentas utilizadas na investigação forense computacional
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11 de Maio de 2017

Conheça as principais ferramentas utilizadas na investigação forense computacional

Estamos em uma era muito tecnológica e a todo o momento lidamos com dispositivos eletrônicos que armazenam dados e estão conectados à internet.  E a prova disso são as nossas comunicações. Passamos boa parte do tempo conversando com alguém no whatsapp, acessando e-mails, sites e conectando em diversos aplicativos em celulares, tablets e computadores. Todos esses equipamentos tem uma capacidade muito grande de armazenar informações.

Com isso, os crimes de invasão e roubo de dados tem aumentado e, para identificar os infratores, a Computação Forense conta com uma perícia digital especializada e possui ferramentas que coletam, preservam e analisam dados em dispositivos eletrônicos para serem utilizados como prova em um processo judicial.

Conheça as principais ferramentas de investigação forense computacional utilizadas no Brasil e exterior:

Sistema IPED: é um programa computacional forense desenvolvido no Brasil, por peritos federais, para a investigação na Operação Lava Jato. O software permite uma análise integrada das informações armazenadas nos dispositivos digitais apreendidos, recuperação de arquivos deletados, identificação de criptografia, localização de palavras, reconhecimento óptico de caracteres, detecção de nudez, cruzamento de informações, rastreamento de localização, entre outras funcionalidades.

Com uma interface simples e intuitiva, o software pode ser executado em Windows, Linux e Mac OS, possui alta escabilidade, que possibilita utilizar em número ilimitado de computadores, portabilidade, arquitetura multihread e processamento em batch, ajudando na análise de grandes volumes de dados em qualquer dia e horário da semana. É possível processar dezenas de milhões de arquivos simultaneamente de até cem dispositivos diferentes e ter todo o material disponível para análise após um dia desse processo.

EnCase: é considerada como uma das melhores ferramentas do mundo, utilizada pela Polícia Federal e FBI.  O programa desenvolvido pela Guidance Software necessita de uma licença paga para uso e realiza investigações completas em dispositivos eletrônicos, padroniza laudos periciais, organiza o banco de dados de evidências, recupera arquivos apagados, fornece senhas de arquivos criptografados, analisa hardwares e e-mails, pesquisa palavras-chave de forma inteligente, fornece relatórios detalhados, entre outras funções importantes para a perícia forense.

FTK: é um software de fácil operação desenvolvido pela AccessData com versões gratuitas para uso.  A ferramenta de investigação digital escaneia o disco rígido para coletar informações, processa e analisa documentos, gráficos e imagens, recupera arquivos, cria filtros para gerenciar evidências relevantes, entre outras funcionalidades que permitem uma análise rápida e eficiente.

UFED Touch: é um programa desenvolvido pela empresa israelense Cellebrite e é utilizado em mais de 60 países por órgãos de polícia, inclusive, FBI, CIA e a Polícia Federal do Brasil. Essa tecnologia também contribui com as investigações em telefones celulares apreendidos pela da Operação Lava Jato.

Essa ferramenta faz a extração e análise inteligente de todos os dados armazenados na memória do celular, mesmo os dados bloqueados com senhas, criptografados ou apagados da memória do dispositivo. O software é compatível com mais de 17 mil tipos de dispositivos de diferentes sistemas operacionais e fabricantes.

Essas são as principais ferramentas utilizadas na analise forense computacional que auxiliam os peritos na investigação de crimes cibernéticos. Existem muitos softwares no mercado que atendem diferentes sistemas e aplicativos, por isso, cada situação dever ser avaliada para verificar qual o melhor método a ser aplicado. Para atuar nessa área, o perito precisa saber operar e utilizar programas legalizados e licenciados.


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Sobre Walber Pinheiro

Doutorando em Ciências da Informação pela Universidade Fernando Pessoa em Porto (Portugal) e coordenador do curso de Computação Forense e Perícia Digital do IPOG.

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