Perícia Audiovisual: entenda como funciona a investigação em áudios, vídeos e imagens
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22 de Maio de 2017

Perícia Audiovisual: entenda como funciona a investigação em áudios, vídeos e imagens

A maioria dos crimes cometidos hoje em dia, como roubos, homicídios, sequestros, pedofilia, tráfico de drogas e corrupção política, entre outros, possui registros e evidências em diversas mídias eletrônicas. A análise forense é responsável pela investigação de todos os registros em áudio, vídeo e imagem para gerar provas concretas e seguras em um processo judicial.

Os peritos técnicos dos Laboratórios de Perícias Audiovisuais dos Institutos de Criminalística existentes no Brasil são responsáveis pela análise do conteúdo de áudio, imagem e vídeo armazenados em CDs, DVDs, pen drives, cartões de memória, celulares, computadores, entre outros dispositivos.

Na mesma proporção que os recursos tecnológicos permitem uma averiguação completa dos dados, os criminosos detêm de habilidades para facilitar o acesso e fraudar as evidências.  A falsificação de uma prova em áudio e vídeo pode ser realizada por meio da remoção e inclusão de partes do conteúdo, bem como a inserção de algum ruído para gerar uma modificação nos fatos que estão sendo periciados.

Para reprimir crimes e garantir a confiabilidade nas investigações de evidências eletrônicas, os peritos criminais precisam se atualizar e capacitar em novas metodologias e técnicas de apuração.

Métodos de apuração

Para analisar os arquivos que estão em investigação, os peritos utilizam vários equipamentos eletrônicos e softwares especializados para análise forense de edição, legitimidade de conteúdo e fonética da voz. As principais perícias audiovisuais para identificar crimes, autores e a execução do fato são:

  • Análise de Comparação de Locutor

Indica quem é o autor da voz em registros de interceptações telefônicas e gravações em diversas mídias por meio da análise de espectograma, de características articulatórias e variações linguísticas.

A autenticidade do áudio é analisada por softwares que removem ruídos e identificam se o material houve edição, acréscimo de palavras e variação no tom. Na fase de transcrição da conversa os peritos realizam a comparação auditiva, que permite o reconhecimento de características da fala, como exemplo, sotaques, vocabulário, respiração, entonação, entre outros indicadores, e visual, que é feita por meio de gráficos de ondas sonoras fornecidas pela análise de espectograma usada na operação.

  • Análise de Conteúdo de Imagens

Identificação detalhada e precisa em imagem e vídeo.

  • Análise de Verificação de Edição

Permite examinar a veracidade de um registro e detectar se houve adulteração ou manipulação nos arquivos com a inclusão e exclusão conteúdos pertencentes à de imagem, áudio e vídeo que estão sendo investigados.

O perito criminal precisa fazer uma análise minuciosa para gerar um laudo fiel aos fatos. A investigação precisa ser segura e confiável, pois além de verificar todo o conteúdo para elaborar um laudo de um processo judicial para defesa, acusação ou contestação de algum parecer já existente, o especialista precisa identificar se existe algum indício de fraudes em áudios, imagens e vídeos.

Os profissionais que executam a complexa tarefa de analisar registros em diversas mídias precisam ser altamente qualificados. E o IPOG, por meio do curso Computação Forense e Segurança da Informação, oferece uma grade curricular atualizada e com um quadro de professores experientes, todos Peritos em Informática da Polícia Federal. Invista na sua qualificação!

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Sobre Walber Pinheiro

Doutorando em Ciências da Informação pela Universidade Fernando Pessoa em Porto (Portugal) e coordenador do curso de Computação Forense e Perícia Digital do IPOG.

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