Tendências do mercado e especialização em arquitetura!
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14 de agosto de 2018

Tendências do mercado e especialização em arquitetura!

Especialização em arquitetura

A Arquitetura, desde os seus primórdios, sempre esteve conectada aos avanços das técnicas construtivas desenvolvidas e aprimoradas pela humanidade. Com o advento da tecnologia, o flerte entre as duas áreas se concretizou em um namoro duradouro. Não é a toa que a tecnologia tem moldado a forma como o arquiteto pensa, projeta e apresenta suas ideias aos seus clientes.

Estar atento às novas ferramentas tecnológicas e saber apropriar-se delas de forma estratégica têm feito toda a diferença no cenário que se descortina daqui em diante. Mas calma! Isso não significa que você precise ser um exímio operador de softwares de computação gráfica para alcançar o sucesso na profissão. Mas com certeza deverá estar cercado de bons programadores em seu dia a dia de trabalho, para estabelecer proveitosas parcerias.

A nova cara do mercado de arquitetura?

Segundo levantamentos do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), as mulheres já são a maioria entre os profissionais formados, ultrapassando a faixa dos 60%. Outra característica identificada foi a busca crescente por cursos de pós-graduação, como forma de ampliação conceitual e aprimoramento em determinadas técnicas pouco exploradas no meio acadêmico.

O Instituto de Pós-Graduação IPOG, por exemplo, apresenta em seu portfólio cinco cursos de especialização exclusivos para o aprimoramento da categoria. Cada um à sua maneira aprofunda conhecimentos amplamente demandados pelo mercado, mas que não são explorados em sua totalidade durante a faculdade. Conheça mais detalhes a seguir:

Uso da tecnologia na arquitetura

A evolução tecnológica presentou a área com softwares de desenhos e projeções que estão permitindo avançar no trabalho desempenhado. Vista antes como um diferencial, a tecnologia já assumiu posição de destaque para os profissionais de arquitetura.

Os softwares utilizados na área também estão acompanhando as necessidades apresentadas pelos arquitetos, trazendo ainda mais funções, versatilidade e potência a cada versão. A absorção da tecnologia pela área tem fomentado o surgimento de alguns cargos na área. Veja se você se identifica com alguns deles:

Diretor de Tecnologia

Na arquitetura esse é um cargo novo. No entanto, o mercado sinalizou como uma função importante a ser desempenhada pelos arquitetos. Esse profissional tem a missão de estar sempre atualizado com as soluções tecnológicas disponíveis no mercado, entender das suas vantagens e saber coordenar a equipe para extrair o máximo de resultados de tais soluções. Estados Unidos, Europa e Japão já demandam essa postura dos arquitetos. A tendência é que o Brasil inicie esse movimento a partir deste ano.

Projetista de simulação virtual

A realidade virtual foi absorvida na arquitetura como forma de simular ambientes antes deles estarem efetivamente prontos, e também de se fazer testes de possibilidades de diferentes cenários. No entanto, esse mecanismo começa a oferecer a função de simular a realidade que o empreendimento estará inserido, reproduzindo os ruídos da região, o movimento das pessoas pelos ambientes, a incidência solar nas diferentes horas do dia, entre outras situações.

A projeção de realidade virtual abriu um novo ramo de especialização para o arquiteto. Afinal, quanto mais completa for a apresentação dos seus projetos, maior será o seu reconhecimento.

Projetista de interfaces hápticas

Considerada a evolução da realidade virtual, as interfaces hápticas permitem ao cliente não só vislumbrar os espaços futuros, mas senti-los. A recriação do cenário incorpora a sensação de toque em modelos de realidade virtual, aplicadas a superfícies de móveis, pisos e demais materiais que integram o projeto.

Arquitetos que derem passos neste sentido vão se destacar mais rapidamente. Como as tecnologias da realidade virtual e háptica andam juntas, essa tendência está se propagando de forma rápida.

Cientistas e analistas de dados

Nos últimos cinco anos, a comunidade de arquitetura e design começou a documentar e democratizar a gestão do conhecimento. Hoje, é possível catalisar a análise de desempenho e projetos orientados por dados. Mas os dados também servem como base para alavancar a inteligência artificial e o aprendizado de máquina.

BIM Manager e BIM Designer

Com a exigência de mercado para que os projetos na área de construção civil sejam todos dentro da metodologia BIM, e com a obrigatoriedade legal que será instaurada em breve, há uma crescente necessidade de profissionais dominantes em BIM e suas inúmeras possibilidades de atuação. Profissionais da arquitetura e da engenharia com essa capacitação vem sendo cada vez mais requisitados e disputados no mercado para atuarem tanto como na linha de produção projetual, bem como no gerenciamento de projetos com enfoque nessa metodologia.

À medida que essa mudança ocorre, mais e mais empresas de arquitetura têm contratado cientistas de dados e analistas para alimentar o potencial dessas novas tecnologias.

E você arquiteto? Qual caminho deseja seguir?

A arquitetura é uma profissão muito rica e diversificada, pois permite muitos caminhos de carreira dentro dela. Existem diferentes mercados, serviços e áreas de especialização para canalizar a paixão. É ótimo ver a tecnologia começando a criar ainda mais diferenciação de carreira para os arquitetos e novas e incríveis oportunidades surgindo a partir de 2018.


Sobre Lorí Crízel

Arquiteto e Urbanista graduado pela Universidade Católica/RS; Mestre em Conforto Ambiental pela UFRJ; Membro do Comitê Especial Europeu de Pós-Graduação tendo atuado em: Inglaterra, Escócia, País de Gales e França; HA e Concept Designer – País de Gales, Inglaterra e França; Professor, Coordenador de Cursos e do Programa de Viagens de Estudos Internacionais do IPOG; Sócio-Proprietário do Escritório Crízel & Uren Arquitetos Associados detentor do Selo CREA/PR de Excelência em Projeto Arquitetônico; Atividades de imersão nos escritórios de Norman Foster (Londres), Zaha Hadid (Londres), Christian de Portzamparc (Paris), BIG (Copenhague), Hassell Studio (Cingapura), AEDAS Architecture (Cingapura), Architects 61 (Cingapura), Design Link Architects (Cingapura), Tandem Architects (Bangkok), DBALP Jam Factory (Bangkok) e X Architects (Dubai); Atividades Institucionais junto ao POLI.Design do Instituto Politécnico de Milão (Itália), McGill University (Canadá) e Universidade do Porto (Portugal).

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