Dia do Profissional de RH: um bate-papo com quem entende do assunto!
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02 de junho de 2017

Dia do Profissional de RH: um bate-papo com quem entende do assunto!

Eles são a voz das pessoas no ambiente de trabalho. Escutam todo mundo, e fazem o possível e o impossível para transformar a empresa em um lugar mais feliz, sustentável e desenvolvido. Você já sabe de quem estamos falando? Sim, deles mesmos! Os companheiros de todas as horas dos funcionários, os profissionais de Recursos Humanos, que têm um dia reservado no calendário, 3 de junho, para celebrar as conquistas da profissão. Mais que merecida, essa data comemorativa nos ajuda a reconhecer o empenho dos nossos representantes no mercado.

Como fazer mais com menos? Com uma equipe engajada que esteja sempre motivada a superar todas as adversidades? Unidos, juntos no mesmo barco? Só eles sabem responder a tudo isso na prática. E para entendermos um pouco mais sobre o Dia do Profissional de Recursos Humanos, entrevistamos Denise Leão, que é graduada em Administração, pós-graduada em Gestão de Pessoas e Liderança e Gestão organizacional. Confira como foi esse bate-papo:

O departamento de RH é considerado um dos mais importantes dentro da empresa pelo fato de ser responsável por ações que impactam toda a organização. Como é atuar com toda essa responsabilidade?

É uma responsabilidade enorme, porque lidamos com pessoas, e consequentemente, com sentimentos, motivações e emoções. E isso não é tarefa fácil, pois cada indivíduo é um ser único, e somos desafiados a lidar com essas particularidades. A responsabilidade do departamento de RH vai desde manter a satisfação dos colaboradores dentro de uma instituição a fazer com que a alta Direção entenda os resultados que a organização pode obter, já que é por meio dos colaboradores que a empresa conseguirá atingir tais resultados.

Quais as habilidades essenciais para o colaborador de RH desenvolver com competência suas atividades dentro de uma instituição?

O profissional precisa ter a competência técnica, que vai depender do subsistema que pretende atuar. Ele pode ser generalista, que são aqueles que entendem e executam um pouco de tudo dentro da área de Recursos Humanos. Ou um especialista. Mas, acima de tudo, esse profissional precisa amar lidar com pessoas e tudo que as envolve, porque sem isso é impossível ser bem-sucedido nessa área.

Qual sua especialidade dentro do RH hoje?

Hoje atuo na parte de Recrutamento e Seleção, Remuneração e Benefícios, mas já atuei também com Treinamento Organizacional e Departamento Pessoal.

Qual seu maior desafio dentro da área?

O maior desafio é conseguir entender as motivações pessoais que cada colaborador tem, partindo do princípio que cada um possui motivações diferentes. E, ao mesmo tempo, conciliar essas motivações com os desejos da organização na busca por resultados. O ideal é contribuir para que os nossos colaboradores alcancem seus objetivos profissionais, realizem seus sonhos e seu desenvolvimento pessoal através da organização e que em contrapartida a organização alcance os resultados esperados.

Na sua opinião, como o departamento de RH pode ser visto de forma positiva pela maioria das instituições?

Precisa acontecer uma mudança de paradigma e de atitude de nós profissionais de RH. Antigamente, as instituições enxergavam que para ser uma grande empresa elas precisavam ter um Departamento Pessoal, que rodasse a folha de pagamento, se responsabilizasse pelos cálculos e toda parte de contratação e demissão. Entretanto, aquelas que ainda não entenderão que pessoas mais felizes produzem mais e melhor, vão ficar para trás. É aí que entra o Recursos Humanos, que é um departamento extremamente estratégico dentro da instituição. É ele que escolhe a pessoa certa para o lugar certo, que cuida das promoções internas, do desenvolvimento das pessoas a as mantêm engajadas e dando resultados. O RH também precisa mostrar a instituição indicadores de que a partir do momento que investimos em um evento, em uma integração, por exemplo, estamos buscando um retorno direto na produtividade e engajamento dos colaboradores, que finda no lucro da empresa, que certamente será maior.

Como é fazer duas tarefas opostas, que é a admissão e a demissão? É algo que acontece praticamente todos os meses?

A contratação é a parte feliz dessa história pois ai começamos a lidar com sonhos e escrever novas histórias na carreira profissional de uma pessoa e o oposto disso é o momento de um desligamento, onde por vezes cessamos sonhos, projetos… Para nós, profissionais de RH, o desligamento nunca é um momento fácil, mas é algo necessário. Eu sinto pesar sim, nesses momentos, mas quando acontece de forma consciente e congruente, é mais fácil. Porque a partir do momento que o trabalho de casa é bem feito, ou seja, eu contrato um colaborador, busco desenvolvê-lo, treiná-lo, capacitá-lo para as atividades, esclareço expectativas e dou feedbacks e após tudo isso não obtemos boa resposta, então o momento do desligamento é mais tranquilo. Nesse caso, a própria pessoa tem consciência de que ela foi acompanhada e teve oportunidades e mesmo assim ela não atingiu o resultado ou em algum momento ela se comprometeu por questões comportamentais.

Para você, ser um profissional de RH é, acima de tudo:

Transformador! Uma das minhas maiores alegrias é poder ter pessoas maravilhosas no meu caminho. Por toda a minha vida sempre tiveram muitas delas que me ajudaram de alguma forma e que eu também pude contribuir em suas vidas. E cada contato, cada nova relação, é transformadora. Eu aprendo com as pessoas que eu convivo, eu ensino, e essa troca nos transformam a cada dia, em conjunto.


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Sobre Denise Leão

Graduada em Administração, pós-graduada em Gestão de Pessoas e Liderança e Gestão organizacional.

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