O conhecimento e a interação contribuem para que Projetos Sociais sejam mais assertivos?
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13 de junho de 2017

O conhecimento e a interação contribuem para que Projetos Sociais sejam mais assertivos?

Terceiro Setor,

Empreendedores Sociais costumam ser apaixonados por aquilo que eles apoiam, pela execução dos seus projetos – o que é ótimo. Isso passa, porém, a ser um problema quando o gestor fica tão imerso nas questões operacionais que esquece de olhar o mundo em volta. E quando ficamos presos a um problema, ele cresce.

Existe muita coisa acontecendo no terceiro setor no Brasil. Há 400 mil CNPJs de ONG abertos e com certeza tem alguém que já passou pelo que você está passando. Criar redes poderá te ajudar a superar os problemas.

Um exemplo: alguns projetos reclamam da falta de voluntários que fiquem na instituição em longo prazo. No entanto, há uma plataforma chamada Atados somente para resolver esse problema – ela conecta voluntários e projetos sociais. Já trabalhamos com eles no Instituto Phi, e foi ótimo!

ONG “Atados”

O lema do “Atados” é “Somos o que fazemos para transformar o que somos”. O “Atados” é uma plataforma social que conecta pessoas e organizações, facilitando o engajamento nas mais diversas possibilidades de voluntariado. O fortalecimento dessa rede e a mobilização de voluntários ampliam o impacto das organizações e transformam pessoas e comunidades.

O “Atados” acredita no livre fluxo de conhecimento como meio para alcançar objetivos. O site é “open source” (código aberto), pois eles defendem que o primeiro passo para a conexão é o movimento. Eles gostam de ser chamados de articuladores. Para eles, circular e estar presente em diversos meios sociais é fundamental para que conheçam de fato diferentes realidades. Visitam ONGs, empresas e escolas. O mais importante é o conhecimento de campo. Ver com os próprios olhos e viver na própria pele é essencial para a real compreensão da realidade.

Como funciona a Lei Rouanet, um recurso subutilizado

Outro benefício que as ONGs podem ter ao interagir com outras é colher informações sobre leis de incentivo. Este é um campo fértil para captação!

A Lei Rouanet é um exemplo. Para o projeto utilizar bem essa ferramenta ele tem que saber como se cadastrar no Ministério da Cultura e se habilitar para receber esses recursos. Esta etapa não é fácil e a troca de informações pode ajudar muito! Talvez até uma junção de recursos, para contratar um profissional especializado. Todas iniciativas possíveis apenas através da união e comunicação entre os projetos.

A Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) foi assinada em 1991. Permite às empresas patrocinadoras a utilização de até 4% do Imposto de Renda para investimento em projetos aprovados pelo Ministério da Cultura. O investidor deve depositar o valor desejado, dentro do limite autorizado, para o patrocínio na conta bancária do projeto (aberta e supervisionada pelo MinC) até o último dia útil do ano corrente.

Após o depósito, a Instituição emite um recibo e envia à empresa, sendo que este servirá como comprovante para que a renúncia fiscal se efetue. O ressarcimento do patrocínio feito virá no ano seguinte, na forma de restituição ou abatendo do valor do IR a pagar.

Interaja sempre

Estes casos acima foram apenas alguns exemplos que ressaltam a importância do diálogo entre projetos sociais. Eles devem estar conectados com outras redes de conhecimento e informações para inovações e possibilidades. Basicamente existem muitos problemas, esses problemas têm solução, e a maioria delas estão na rede. Conhecimento é fundamental para superar os problemas diários.


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Sobre Marcos Pinheiro

Diretor de Projetos e Relação com Investidor do Instituto Phi e apoiador do curso de MBA Gestão e Liderança do Terceiro Setor do IPOG.

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