Representação Facial Humana: técnicas utilizadas por papiloscopistas
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09 de novembro de 2017

Representação Facial Humana: conheça as técnicas utilizadas pelos papiloscopistas

A Representação Facial Humana é um método técnico-cientifico de apoio à identificação humana em um processo de investigação policial.  É um importante instrumento para a elucidação de crimes, que, em muitos casos, direciona o início de uma investigação. Por isso os papiloscopistas são tão importantes.

Consiste em montar um rosto, a partir da descrição de uma testemunha ocular, que descreve ao retratista as características físicas faciais de uma pessoa que ela tenha visto em condições adequadas.

O Papiloscopista é o profissional responsável em trabalhar com a Representação Facial Humana, que engloba confecção de retratos falados, projeção de envelhecimento, projeção de disfarces e Prosopografia.

As técnicas utilizadas vão desde o desenho à mão, que depende da habilidade em desenho do retratista até os métodos computadorizados.

Existem diversas técnicas que são aplicadas no sentido de potencializar o uso da Representação Facial Humana.  Você quer saber quais são essas técnicas? Confira!

Técnicas de Representação Facial Humana

Projeção de disfarces:

Consiste em modificar fotografias de pessoas procuradas, de acordo com os dados fornecidos pela investigação policial, com as possibilidades de disfarce que a pessoa procurada utilizaria.

Projeção de envelhecimento

São técnicas utilizadas para, usando as noções de envelhecimento pela ação do tempo, projetar as possibilidades de aparência de um rosto, meses ou anos depois da última vez que ela foi vista. Essa técnica pode ser de grande auxilio na busca de crianças desaparecidas, por exemplo.

Retrato falado

O retrato falado permite restringir o universo de suspeitos, quando a testemunha/vítima descreve a pessoa que viu. É um método subjetivo, uma vez que esta imagem sai da mente do descritor, mas que, se bem utilizado, pode nortear uma investigação. Ninguém poderá ser incriminado apenas com base em um retrato falado. Ele apenas direciona a investigação para determinado tipo físico, descrito pela testemunha/vítima.

Quando a testemunha/vítima é apresentada ao retratista, ele usa técnicas de entrevista para conseguir sua plena colaboração. A entrevista bem conduzida pode definir o resultado da elaboração do retrato. É nessa fase que o retratista busca conseguir a confiança de testemunha para que ela, mesmo inconscientemente, não sonegue informações que contribuam para um resultado positivo.

Prosopografia

O laudo da prosopografia é um dos mais extensos da Representação Facial Humana.  Consiste em analisar e comparar as medidas e contornos faciais entre duas ou mais faces humanas.

Principais habilidades para ser Papiloscopistas 

Os Papiloscopistas atuam em órgãos policiais e devem ter as seguintes habilidades para realizar a identificação de pessoas por meio das técnicas de Reprodução Facial Humana:

  • Conhecimentos de anatomia facial;
  • Desenho;
  • Técnicas de entrevista;
  • Conhecimentos em programas de edição de imagens;
  • Inteligência emocional para saber lidar com a vítima ou testemunha em um momento que o emocional possa estar fragilizado;
  • Noções de Psicologia;
  • Técnicas de observação, retenção, descrição e leitura inteligente da face humana;

O Papiloscopistas possuem o grande desafio de aprimorar as técnicas de Representação Facial Humana para acompanhar a modernização digital.

Se você se interessa por esse assunto e quer se aprofundar mais nas técnicas de Reprodução Facial Humana, o curso Pós-graduação em Perícia Criminal e Ciências Forenses do IPOG oferece um módulo exclusivo de Perícia Papiloscópica e Representação Facial Humana. Conheça!

 

 

 

 


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Sobre Brasílio Caldeira Brant

Diretor do Instituto Nacional de Identificação, Graduado em Gestão de Segurança Pública pela Universidade do Sul de Santa Catarina (2012), atuando principalmente nos seguintes temas: impressões digitais, papiloscopia, retrato falado, A.F.I.S. e biometria. Palestrante e professor de Perícia Papiloscópica e Representação Facial Humana. Professor do curso de Pós graduação em Perícias Forenses, na matéria "Fundamentos da Pericia Papiloscópica e Representação Facial Humana".Diretor do Instituto Nacional de Identificação, Graduado em Gestão de Segurança Pública pela Universidade do Sul de Santa Catarina (2012), atuando principalmente nos seguintes temas: impressões digitais, papiloscopia, retrato falado, A.F.I.S. e biometria. Palestrante e professor de Perícia Papiloscópica e Representação Facial Humana. Professor do curso de Pós graduação em Perícias Forenses, na matéria "Fundamentos da Pericia Papiloscópica e Representação Facial Humana".

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