Criminalidade em alta: Segurança Pública em Números 2017
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10 de Janeiro de 2018

Criminalidade em alta: Segurança Pública em Números 2017

Dados do 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que em 2016 sete pessoas foram assassinadas por hora no Brasil. Esses dados indicam que o país precisa rever sua política de segurança pública e que, a cada dia mais, o trabalho da Perícia Criminal é de extrema importância para a elucidação desses crimes. Nesse artigo você terá acesso aos registros de criminalidade do Brasil em 2016.

Anuário Brasileiro de Segurança Pública

O anuário é uma publicação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública com dados da segurança pública do Brasil. É uma importante ferramenta de transparência, prestação de contas e de incentivo para reformulação de políticas públicas. O documento divulga registros da criminalidade em todo o país.

Segurança Pública em Números 2017

Em 2016 o Brasil atingiu o marca de maior número de mortes violentas intencionais já registradas no anuário. Foram 61.619 mortes violentas intencionais, crescimento de 3,8% em relação a 2015. Os maiores índices foram registrados em Sergipe, Rio Grande do Norte e Alagoas.

Para efeito de comparação, o Anuário de Segurança Pública faz uma analogia desse dado com as 75 mil mortes provocadas pela explosão da bomba nuclear na cidade de Nagasaki, em 1945, no Japão: assassinatos cometidos no Brasil equivalem a uma bomba atômica por ano.

Foram notificadas 2.703 mortes por latrocínio. O roubo seguido de morte obteve crescimento de 50% no período de 2010 e 2016. As maiores taxas foram registradas em Goiás, Pará e Amapá. Os índices de vitimização policial e de letalidade policial também foram trágicos: 437 policiais Civis e Militares foram vítimas de homicídio em 2016, crescimento de 17,5% em relação a 2015; e 4.224 pessoas morreram em decorrências de intervenções de policiais Civis e Militares.

Segundo o anuário, 1 carro foi roubado ou furtado por minuto no Brasil. Foram mais de 1 milhão de veículos roubados ou furtados em 2015 e 2016. A publicação divulgou também que 112.708 armas foram apreendidas.  Foram registradas 71.796 notificações de pessoas desaparecidas, 49.497 ocorrências de estupro e o número alarmante de 1 mulher assassinada a cada 2 horas no Brasil em 2016.

Comparativo: Segurança Pública em números 2016 x 2017

Os dados do relatório de 2017 (ano-base 2016) do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que a taxa de criminalidade aumentou praticamente em todos os quesitos pesquisados e divulgados no relatório de 2016 (ano-base 2015). Confira o aumento da criminalidade dos indicadores abaixo:

Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2016 X 2017
IndicadorAno 2015Ano 2016
Mortes violentas intencionais58.46761.619
Roubo seguido de morte2.3142.703
Policiais Civis e Militares que foram vítimas de homicídio358437
Roubo e Furto de Veículos509.978552.139
Estupros45.46049.497

Em 2016 foram gastos 81 bilhões por União, Estados e Municípios com Políticas Públicas de Segurança. Em 2015 esse valor correspondeu a 76,3 bilhões.

Perícia Criminal no Brasil 

Na perícia temos cientistas forenses das mais diversas áreas do conhecimento, como engenheiros, médicos, odontólogos, físicos, químicos e biólogos, profissionais especializados e qualificados que desenvolvem um excelente trabalho no esclarecimento de crimes.  Para que a Perícia Criminal no Brasil avance cada vez mais é fundamental que a gestão dos Estados e da União amplie a força de atuação de peritos para a investigação de crimes.

É necessário também que haja um trabalho mais integrado entre as forças de segurança para desenvolver estratégias para prevenção de crimes. No esforço diário de todos para combater a criminalidade deve haver mais foco, inteligência e investigação.

Se você está se preparando para ser perito ou já exerce a profissão e tem o objetivo profissional de estar mais preparado para atender as demandas de natureza criminal em todo o país, conheça o curso de pós-graduação em Perícia Criminal e Ciências Forenses .


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Sobre Walber Pinheiro

Doutorando em Ciências da Informação pela Universidade Fernando Pessoa em Porto (Portugal) e coordenador do curso de Computação Forense e Perícia Digital do IPOG.

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