A experiência com o Coaching no contexto organizacional
4 minutos de leitura
19 de setembro de 2018

A experiência de Wagner Felício com o Coaching no contexto organizacional

Coaching no contexto organizacional

“O coaching foi um divisor de águas na minha vida profissional”. A afirmação é de Wagner Paschoalim Felício, 45 anos, gerente industrial do grupo Piracanjuba. Prestes a alcançar uma nova ascensão profissional na mesma empresa, ele compartilhou neste artigo a transformação vivenciada em seu trabalho após ter sido coachee (cliente) em um processo oferecido pela Piracanjuba. Continue a leitura e entenda um pouco mais sobre a aplicação do Coaching no contexto organizacional!

Assim como muitas empresas que têm buscado no coaching a qualificação e capacitação para os seus colaboradores, o grupo Piracanjuba oferta sessões da metodologia para seus gerentes e coordenadores. Há 3 anos, quando Wagner ingressava na sua primeira experiência como coachee, ele realizou as sessões com a Coach Sênior, professora e coordenadora do MBA Coaching Essencial Aplicado do IPOG, Dorothy Irigaray.

Há dez anos trabalhando no grupo de laticínios, Wagner viu sua atuação ganhar destaque e hoje se encontra em uma carreira profissional impactada e transformada pelas sessões de coaching.

A metodologia te faz refletir sobre coisas que você não consegue enxergar, mas que estão na sua frente”, diz.

O que é Coaching e de que forma ele pode ser transformador nas empresas?

Antes de seguirmos com as experiências de Wagner, é importante elucidar, pouco que seja, o que é o Coaching e porque muitas organizações o têm buscado.

De forma resumida, trata-se de um processo de desenvolvimento humano baseado em uma visão humanista/cognitiva/comportamental, que utiliza técnicas e ferramentas para promover o aprimoramento e o desenvolvimento de pessoas.

E esse desenvolvimento, para além do pessoal, tem sido cada vez mais realizado no contexto das organizações, aperfeiçoando e desenvolvendo habilidades e competências de seus colaboradores. A partir desta metodologia, funcionários concebem performances aprimoradas, estratégicas, e contribuem efetivamente para o bom funcionamento da empresa.

Inclusive, por entender essa demanda das organizações e atestar a efetividade da metodologia nas empresas, o Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG) passa a ofertar o MBA Coaching Essencial Aplicado no formato Blended Learning, uma modalidade de ensino que integra estudo online e presencial.

Por ter vivido esse desenvolvimento profissional na empresa em que trabalha, Wagner destaca o papel fundamental do coaching na formação e no desenvolvimento de líderes.

É um processo que contribui na tomada de decisões, colabora para a reflexão estratégica e amadurecimento profissional”, coloca.

Ele ainda destaca que é um processo que também requer muito de quem o faz. “Não basta simplesmente o profissional agir por si só, o coachee tem que se dedicar, se esforçar, é uma mudança que requer esforço. Se não houver, não haverá sucesso”, complementa.

As contribuições do Coaching à vida profissional

Respeito. Essa é a palavra que, para Wagner, resume a sua vida profissional.

Com o coaching, ela se tornou ainda mais carregada de significado e importância: Wagner passou a considerar e respeitar as opiniões dos colaboradores subordinados a ele, algo que ele não fazia por acreditar que a resolução de todos os problemas só cabia à sua liderança.

Confira o seu relato:

Eu enfrentava problemas relacionados a níveis de hierarquia, não conseguia dar espaço para os colaboradores atuarem de forma mais participativa. Me comprometia em lidar com todos os problemas e isso me atrapalhava, pois eu perdia a oportunidade de solucionar algo de forma mais eficiente e até mais estratégica ao não considerar o olhar e experiência do outro. E foi um dos trabalhos desenvolvidos com a Dorothy: aprender a lidar com os problemas sem me cobrar tanto.

 

Sendo coachee aprendi a discutir soluções com a equipe, aprendi a realizar feedbacks com os colaboradores e a dar a eles espaço para desempenharem suas funções e opinar sobre problemas que eles vivenciam mais diretamente do que eu.

 

Umas das coisas que aprendi é que cada um tem o seu tempo. Nem sempre as pessoas serão do jeito que você é. Comecei a respeitar o tempo delas, a forma delas de solucionar os problemas. Hoje não faço o caminho errado, o de ir direto aos operadores e tentar resolver questões importantes. Consigo ouvir meus coordenadores e tomar decisões junto com eles.”

Antes de se tornar coachee, Wagner era uma pessoa que levava o comprometimento com a resolução de problemas a níveis extremos.

Sua atuação controladora gerava estresses, desgaste e, consequentemente, provocava o mesmo na equipe. “A equipe não evoluía, não conseguia ter tranquilidade para lidar com os problemas, porque você acaba transferindo essa carga pesada para ela também”.

O Wagner de hoje é outro. É como foi dito no início do texto: o coaching provocou um divisor de águas em sua carreira. O seu desenvolvimento tem permitido, inclusive, o próprio desenvolvimento de seus funcionários, ao provocar um ambiente de trabalho em que todos participam, colaboram, opinam, decidem, solucionam e inovam.

O interesse em estudar o Coaching

Os benefícios do coaching levaram Wagner a crescer mais na organização. Perto de assumir um cargo mais alto, ele passou por novas sessões para trabalhar a sua autoconfiança em função da possibilidade de assumir novas áreas que hoje não se encontram sob a sua responsabilidade.

Nesse sentido, trabalhar a sua autoconfiança é uma questão essencial. Principalmente se considerarmos o fato de que, logo mais, ele estará assumindo um novo cargo.

Contudo, o seu momento atual nunca esteve tão promissor. “Os problemas na minha rotina diminuíram, o ambiente de trabalho é mais confortável para se trabalhar”, afirma.

Após suas experiências com a metodologia, o interesse em entendê-la mais e melhor tornou-se constante. O seu objetivo, a partir desse conhecimento, é fazer as pessoas entenderem que o RH não é o único responsável pelo desenvolvimento dos colaboradores.

Hoje entendo que a função de um líder é desenvolver pessoas. O RH é um apoio importante, mas devemos também ser responsáveis, dar feedbacks, orientar caminhos e acreditar no potencial das pessoas. O nosso desafio é lidar com pessoas e desenvolvê-las na empresa”.

Assim, o Coaching se coloca como um conjunto de ferramentas e conhecimentos poderosos a ser desfrutado por empresas e pessoas que almejam o desenvolvimento de habilidades e competências na vida e na carreira profissional.

Você sabe qual é a origem e história do Coaching? Acesse o link e conheça mais sobre essa metodologia.


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Sobre Wagner Felicio

Técnico em Laticínios, ILCT, Juiz de Fora, MG. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Objetivo de Rio Verde (GO). Especialista em Gestão Empresarial e em Inteligência Empresarial

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