Plantio sustentável: estratégia de controle do aquecimento global
2 minutos de leitura
19 de dezembro de 2016

Plantio sustentável: estratégia de controle do aquecimento global

IPOG, Plantio sustentável

Uma das principais estratégias utilizadas por nosso país no controle do efeito estufa é a utilização da agricultura conservacionista. O Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC), apresentado na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), visa reduzir as emissões de gases poluentes para atmosfera através do plantio sustentável.

Dentre os principais objetivos do programa destacam-se o aumento da utilização do sistema de plantio direto no país, redução do desmatamento, recuperação de áreas degradadas e intensificação da utilização de integração lavoura-pecuária. O objetivo geral do Plano ABC é promover a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na agricultura – conforme preconizado na Política Nacional sobre Mudanças do Clima (PNMC), – melhorando a eficiência no uso de recursos naturais e aumentando a resiliência de sistemas produtivos e de comunidades rurais, possibilitando a adaptação do setor agropecuário às mudanças climáticas.

O coordenador e professor do MBA em Agronegócio e Agroindústria com ênfase​ ​em​ ​Sustentabilidade​ ​do​ ​IPOG​, Kelson Ribeiro, listou os objetivos específicos deste plano.  Veja as estratégias:

  1. Contribuir com a redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE);
  2. Garantir o aperfeiçoamento das práticas de manejo nos diversos setores da agricultura que possam vir a reduzir a emissão dos GEE e, adicionalmente, aumentar a fixação atmosférica de CO2 na vegetação e no solo dos setores da agricultura brasileira;
  3. Incentivar a adoção de Sistemas de Produção Sustentáveis que assegurem a redução de emissões de GEE e elevem simultaneamente a renda dos produtores, sobretudo com a expansão das seguintes tecnologias: Recuperação de Pastagens Degradadas; Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs); Sistema Plantio Direto (SPD); Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN); e Florestas Plantadas;
  4. Incentivar o uso de Tratamento de Dejetos Animais para geração de biogás e de composto orgânico;
  5. Incentivar os estudos e a aplicação de técnicas de adaptação de plantas, de sistemas produtivos e de comunidades rurais aos novos cenários de aquecimento atmosférico, em especial aqueles de maior vulnerabilidade;
  6. Promover esforços para reduzir o desmatamento de florestas decorrente dos avanços da pecuária e de outros fatores.

De forma geral, o plantio sustentável é uma realidade em muitas regiões produtoras. Porém, ainda há muito que se evoluir para proporcionar uma agricultura de qualidade e controlar as mudanças climáticas.

Lei também, Água: A nossa responsabilidade é preservar!

Artigos relacionados

Contratação de Pessoa Física por empresas: pontos de atenção! A contratação de trabalhadores requer a observância das regras trabalhistas e previdenciárias atuais. Sendo assim, cabe ao empregador pessoa física ou jurídica ficar atento às regras legais que envolvem o tema. Neste contexto, é importante esclarecer que em...
Crowdsourcing pode alavancar o seu negócio. Você sabe usar a ferramenta? Há menos de uma década o conceito de crowdsourcing vem sendo desenvolvido, com resultados altamente positivos para as empresas que adotam sua estratégia. Em tradução literal, o termo origina-se de duas palavras inglesas: crowd, que significa multidão; e source...
Qual o legado 2016 deixou para nós? Podemos dizer que 2016 não foi um ano fácil, não é mesmo? Mas temos a certeza que ele deixou um legado positivo, que foi o desenvolvimento de competências e habilidades. Foi preciso que cada um aprendesse, mesmo que na marra, a ser mais produtivo, inovador e r...

Sobre Kelson Ribeiro

Consultor Associado da Skill Consult, atuando em Planejamento Estratégico e Diretor de Capacitação Profissional da Câmara de Comércio Exterior da ACIEG. Mestre em Desenvolvimento Regional com Ênfase em Gestão Estratégica de Empreendimentos UNIALFA, formação em Administração Financeira UNIVERSO, Ciências Contábeis PUC, MBA em Logística de Produção e Distribuição IPOG, Tecnólogo em Segurança e Saúde Ocupacional SENA AIRES e Intercambio Cultural na Kaplan Business School Berkeley Califórnia EUA.

Comentários