Saiba tudo que rolou na 2ª Jornada Empreendedora do IPOG
6 minutos de leitura
23 de novembro de 2017

Saiba tudo que rolou na 2ª Jornada Empreendedora do IPOG

Jornada Empreendedora

O Instituto de Pós-Graduação e Graduação – IPOG, em Goiânia, reuniu grandes nomes do empreendedorismo para oferecer uma verdadeira aula sobre o assunto. Em um formato bem descontraído, tipo bate-papo, mediado pelo diretor executivo da Ace Gyntec (aceleradora de startups), Vandré Abreu, mais de 100 pessoas marcaram presença, interessados em extrair a forma de pensar de jovens empresários, que se posicionam à frente de seu tempo. Continue no nosso post e saiba tudo o que rolou na 2ª Jornada Empreendedora.

Participantes da 2ª Jornada Empreendedora.

Veja os nomes de peso que marcaram presença na 2ª Jornada Empreendedora:

Joe Weider – Coordenador do MBA Empreendedorismo & Inovação do IPOG. Consultor de novos mercados de grandes empresas no Brasil e no exterior, e um dos idealizadores da Jornada Empreendedora IPOG;

Victor Navarrete – Coordenador de operações da 99 Pop (99 taxi), a maior startup brasileira de mobilidade urbana;

Vandré Abreu – Engenheiro de Produção e Diretor Executivo da Ace Gyntec (aceleradora de startups);

Alberto Nascimento – Diretor comercial da Cerveja Colombina, primeira cerveja artesanal a ser produzida no Centro-Oeste brasileiro, e que possui mais de dez rótulos de cerveja, em apenas quatro anos de produção.

Joe Weider, Alberto Nascimento, Victor Nasarrete e Vandré Abreu.

Acompanhe a seguir os principais pontos abordados durante o bate-papo, e veja como os convidados se posicionaram sobre determinados assuntos, contribuindo com a quebra de paradigma de que ideias de sucesso não conhecem períodos de fracasso. Você é o nosso convidado a absorver os melhores momentos!

Sobre aprender com os erros

Por Alberto Nascimento – “Lembro que ainda muito jovem estabeleci uma meta que até os 30 anos de idade teria quebrado minha primeira empresa, e hoje posso contar pra vocês que consegui bater essa meta (risos!). Para mim, empreender sempre foi algo que estava no meu sangue. Acredito que pessoas que querem investir em suas próprias ideias devem estar preparadas a desistir quando não estão prosperando. E foi isso que fiz. Tive que abrir mão do primeiro bar de cervejas artesanais aberto no Distrito Federal para ressignificar toda a minha trajetória.

Foi a partir daí que descobri uma nova oportunidade de trabalhar com cervejas artesanais, dentro de uma fábrica. Hoje sou sommelier de cervejas profissional, e atuo diretamente na elaboração da linha Colombina. Creio que todo empreendedor deve identificar suas qualidades, seus pontos fortes e investir energia nisso. Todas as más experiências que colhi no caminho me tornaram o profissional que sou hoje, muito mais consciente dos meus erros e das lições que tirei deles para mirar no acerto.

A diferença entre pessoas que empreendem e aquelas que não dão vazão a esse lado é o tempo que levam para se levantar. Porque uma coisa é certa, a queda sempre vem. Mas o empreendedor é aquele que levanta rápido e aprende imediatamente como não cair no mesmo erro novamente. Tenho um amigo empresário que afirma só contratar pessoas melhores que ele. Acho esse pensamento muito inteligente, pois assim podemos somar forças com talentos que fazem algo melhor do que nós mesmos, em determinadas áreas.”

Como pensam os empreendedores

Por Joe Weider – “Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Harvard em diferentes países traçou o perfil do empreendedor. Essa pesquisa conseguiu mapear características comuns que se manifestavam em empreendedores de diferentes pontos do globo. Uma delas trata-se da motivação. Empreendedores não agem motivados pelo dinheiro. O retorno financeiro é uma consequência de seu sucesso e não um alvo a ser perseguido. Maior estímulo comum aos empreendedores é o desejo de superar desafios, de inovar constantemente e de buscar um crescimento rápido.

Esse crescimento pode vir na forma de ter sua ideia divulgada a um número maior de pessoas. Os empreendedores trabalham tendo como meta a realização pessoal e a superação de dificuldades. Em média, os empreendedores trabalham cerca de 100 horas a mais por mês no início de operações de seu negócio, comparado a um funcionário convencional. Eles sempre se nutrem de informações, consultam especialistas em áreas que não dominam e tentam desvendar a complexidade do negócio que estão inseridos. O mais interessante de todas essas características que estamos pontuando aqui é que elas podem ser aprendidas. É possível se aprender a ser um empreendedor, e tenho dedicado parte da minha carreira neste sentido.”

Sobre como montar um time coerente aos seus objetivos

Por Victor Navarrete – “A experiência nos diferentes projetos que já encabecei tem me mostrado que é muito importante diversificar a equipe de trabalho. Quando fui assumir meu recente desafio de coordenar as operações da 99 POP em Goiânia, comecei a elencar nomes do meu convívio que poderiam somar esforços nesta iniciativa. Foi então que tive um momento de elucidação e me dei conta que estava cogitando um time de pessoas com pontos fortes semelhantes aos meus.

E com certeza sentiria falta da cobertura de outras competências que não temos tão desenvolvidas. Foi ai que entendi, na base da reflexão, o quanto a diversidade é importante na soma para os resultados. Hoje, contrato pessoas para a equipe que eu sinto que posso contribuir para o seu desenvolvimento dentro da empresa, mas que já chegam cheias de potencial. Hoje, olho com mais atenção para aqueles que têm habilidades diferentes das minhas e que, por isso, completam a minha atuação.”

Sobre dedicação ao trabalho

Por Victor Navarrete – “Um empreeendedor não trabalha oito horas por dia como grande parte dos demais trabalhadores. Ele acaba sendo absorvido pelos detalhes do seu projeto, pelos desafios que ele apresenta. E mesmo quando não está atuando diretamente, está investindo no networking, na sua capacitação. Ou seja, ele respira o projeto o tempo todo. Sua dedicação vai além do convencional.

É muito comum ao empreendedor finalizar o dia percebendo que dedicou 14 horas para suas atividades profissionais. Negócios como o 99 POP veem a demanda aumentar nos finais de semana e feriados, portanto, ficamos sempre alerta para monitorar a atuação dos motoristas e a satisfação dos clientes. O empreendedor entende que o seu esforço a mais será recompensado. Hoje, me considero um intraempreendedor, ou seja, aquele que atua de forma proativa dentro da empresa que trabalha.”

O que é um intraempreendedor?

Por Joe Weider – “Podemos dizer que o intraempreendedor é o profissional do futuro. O desenvolvimento tecnológico tem substituído uma série de atividades repetitivas, aquelas que não demandam tamanha preparação para suas realizações. O funcionário que se acostumar a só cumprir tarefas será substituído pelo processo de automação. As melhores posições serão ocupadas por aqueles profissionais que estão sempre se inovando, que fazem da sua atuação na empresa algo estimulante.

Que lidam com o negócio alheio como se fosse sua própria ideia. Acredita nela e investe tempo e iniciativa em melhorá-la sempre. Portanto, o intraempreendedor é aquele que empreende dentro da própria empresa e, como consequência, arrematará as melhores colocações no meio corporativo.”

Como você analisa o perfil do empreeendedor no Brasil?

Por Alberto Nascimento – “O Brasil tem em seu DNA a característica de ser um país empreendedor. No entanto, vemos que na prática há muito o empreendedor por necessidade, que é aquele que precisa sobreviver de alguma forma e não se prepara para brigar por um lugar de destaque na sua área de atuação. Digamos que ele empreende na raça e sofre muito com isso. A preparação é um ponto fundamental para se ter sucesso. Quanto mais você conhecer todos os ângulos do negócio que quer investir, melhor preparado estará para enfrentar as oscilações do mercado, lidar com concorrentes e ficar conhecido.”

Qual o segredo de sucesso das startups?

Por Victor Navarrete – “Antes de assumir a coordenação de operações da 99 POP, trabalhei diretamente como acelerador de ideias no Gyntec. Neste período pude constatar que 99% das start ups ficam no papel. Muitas pessoas que têm excelentes ideias não tomam a iniciativa de tirá-la do papel. Ficam presos na fase da ideação e não partem para a versão teste.

Sempre oriento para quem tem boas ideias que invista no desenvolvimento do MVP – Mínimo Produto Viável, e teste sua aceitação, sem gastar muitos recursos para isso. Por isso, acredito que a fase de conquistar um aporte financeiro nunca é no início, quando não se sabe se o projeto realmente vai decolar. É preciso testar sua aceitação primeiro. E você pode fazer esse teste na sua comunidade, no seu prédio, entre amigos, enfim, começar a ver a aceitação próximo a você.”

Passo a passo de uma ideia de sucesso

Por Joe Weider – “O empreendedorismo entrega valores aos seus clientes. Por isso, é preciso definir bem o seu público-alvo e sempre se atualizar. Se você não superar sua própria ideia, será superado por seus clientes. O bom empreendedor entende que ele mesmo é o seu principal desafio. Depois é preciso investir em um design de qualidade, que agregue valor à sua proposta.

O empreendedor de sucesso vive a experiência de seus clientes, entende como ele pensa, o que ele espera, quais são suas dores. O design thinking é uma abordagem interessante neste sentido, ele trabalha com design empático, ou seja, aquele onde o produto é idealizado para resolver um problema do público-alvo.”

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Confira também como foi a primeira edição da Jornada Empreendedora do IPOG.

 


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Sobre Joe Weider

Mestre em Administração; Coordenador do MBA Empreendedorismo e Inovação do IPOG; e Professor de Cenários, Estratégia Competitiva e Inteligência, do Instituto de Pós-Graduação e Graduação do IPOG.

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