4 minutos de leitura
06 de julho de 2017

Design Thinking: Conheça a teoria que tem conquistado grandes empresas estadunidenses

IPOG, Design Thinking, Inovação

Durante a realização da Jornada Empreendedora promovida pelo Instituto de Pós-Graduação e Graduação IPOG, em parceria com a  ACE/Gyntec em Goiânia, pude acompanhar o desenvolvimento de ideias de um profissional que dedica sua vida a promover a inovação no meio onde atua. Vandré Sales, diretor executivo da Gyntec, é um físico quântico, também formado em engenharia da computação, que optou por beber na fonte do conhecimento que levou as atuais grandes empresas globais a se diferenciarem no mercado. Uma dessas teorias, que vamos falar um pouquinho lá na frente, é o Design Thinking.

Ele se mudou para Califórnia para se especializar na UC Berkeley e para conviver mais de perto com as empresas que compõem o Vale do Silício. Em sua visita às sedes de corporações como Facebook, Air bnb, Google, Twitter, entre outras, Vandré pode comprovar na prática o diferencial aplicado ao dia a dia dessas empresas, que a tornam as gigantes da atualidade.

Segundo o diretor executivo, muito do que elas estão executando hoje em dia parte da teoria do Design Thinking, que está em desenvolvimento há 3 décadas. Trata-se de uma abordagem diferente aplicada ao processo criativo, que permite maior liberdade e flexibilidade aos profissionais para que tragam soluções acima da média para o desenvolvimento de produtos e serviços.

Vandré pode comprovar que as fotos de escritórios estilizados, mais parecidos com áreas recreativas do que com ambientes corporativos, realmente são uma realidade nestas empresas que estão fazendo história por estarem sempre um passo à frente das demais. Em seus estudos, amparados pela criteriosa observação, ele pode constatar algumas características que, quando adotadas permitem a evolução criativa dos profissionais. Vamos acompanhar quais são?

Design Thinking: Inovação como critério de diferenciação

A inovação está na forma como você entrega valor para seu cliente. É sempre preciso pensar em formas de fazer aquilo que já é feito pelo concorrente de forma diferente, agregando valor à experiência proporcionada ao seu público. A tecnologia caminha aliada à inovação, e permite que o produto seja apresentado de uma maneira diferente, com funções ainda não exploradas pelos seus concorrentes. Você conhece os diferentes tipos de inovação?

Veja em qual modelo sua empresa mais se encaixa:

  1. Inovação essencial: é a mais básica de todas. Aquela que você precisa realizar para não ficar obsoleta. Esse tipo de inovação não costuma gerar grande impacto nas vendas portanto não garante a permanência da empresa na liderança de mercado. Um exemplo clássico desse tipo de inovação são os cremes dentais que criam um poder mais avançado de clareamento dental do que a versão anterior.
  2. Inovação incremental: pretende uma entrega diferenciada de tecnologia, avançando um degrau acima do seu modelo anterior. Muito comum nos aparelhos de celulares e suas novas versões. Cada novo aparelho traz uma capacidade maior de armazenamento, uma melhoria na câmera fotográfica, assim por diante.
  3. Inovação disruptiva: quando você propõe uma nova forma de se fazer algo tradicional. Por exemplo, a empresa Uber revolucionou a forma como as pessoas no mundo se locomovem, deixando os taxis obsoletos. Esse tipo de inovação mexe com a forma como as pessoas entendem e se relacionam portanto quebram paradigmas. Hoje a Uber tem seu valor de mercado superior a da Ford e GM juntas, com apenas sete anos de operação.

O que preciso para inovar?

Primeiramente, garanta que você está em um dos patamares de inovação citados acima, para conseguir continuar o caminho evolutivo. A inovação demanda espaços que propiciem o processo criativo. Assim como os artistas que precisam de liberdade para se expressarem, os profissionais da sua empresa precisam saber que estão amparados durante seus processos brainstorms. Todo processo criativo conduz a um caos criativo, e saber lidar com isso é fundamental ao líder.

Outro ponto importante é saber que a ideia sem a prática não vale muito. Boas ideias devem ser aplicáveis, senão se tornam ilusórias. Pensar como um designer pode transformar a forma como são desenvolvidos produtos, serviços e até mesmo as estratégias.

Um processo de design thinking bem executado leva em consideração que todas as dificuldades que implicam aquele produto ou serviço precisam ser colocadas em evidência, para serem contornadas durante o seu desenvolvimento.

O design tem que ser centrado no indivíduo, aquilo que se chama design empático. Afinal, tudo que se pensa e se faz é para ser consumido por esse indivíduo, portanto o foco é o do indivíduo, pensar como ele gostaria de interagir com tudo que está sendo criado para ele.

Para finalizar, lembrar de aplicar a tática do MVP – Produto Mínimo Viável, que é a versão do seu produto que cabe uma sequência de evoluções. O produto não precisa estar completo em sua essência, mas apto para ser evoluído. Durante esse processo, é fundamental desenvolver o olhar para aprender com os erros cometidos na versão beta, para aprimorá-lo nas versões seguintes. Com isso, você terá sempre no mercado um produto em constante evolução, e várias ideias para torná-lo cada vez superior aos demais.

Leia Mais:

O desafio do líder diante das multitarefas

Tendências tecnológicas: 5 dicas para potencializar os seus negócios

Crowdsourcing pode alavancar o seu negócio. Você sabe usar a ferramenta?

Sobre Assessoria de Comunicação

Equipe de produção de conteúdo.

Comentários