Como lidar com os conflitos do meu trabalho?
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16 de dezembro de 2016

Como lidar com os conflitos do meu trabalho?

IPOG, Conflitos no Trabalho

“Como lidar com conflitos do meu trabalho?”, essa pergunta com certeza já fez parte dos seus pensamento. Numa empresa as pessoas não precisam ser melhores amigas, mas elas precisam entender que para trabalhar lá elas devem deixar as questões pessoais de lado e focar nas questões organizacionais. Mas,  nem sempre é isso o que acontece, no ambiente organizacional é frequente a existência de conflitos decorrentes de uma série de fatores causados pela união de inúmeras culturas e pensamentos diferentes em um mesmo ambiente.

Para ajudar você a lidar com seus conflitos dentro da empresa em que você trabalha, a especialista em psicologia social e do trabalho, e coordenadora do MBA Gestão de Pessoas por Competências, Indicadores e Coaching, Cyndia Bressan, destacou algumas questões:

Por que devo encarar e resolver meus conflitos?

Resolver conflitos é essencial para a carreira, já que as organizações estão investindo na diversidade das pessoas. Essa diversidade traz uma maior amplitude na solução dos problemas, o que pode levar a ideias novas para resolver até mesmo problemas antigos. Porém, essa mesma diversidade de gênero, raça, pensamentos e religião, também pode trazer muitos conflitos. Por isso é importantíssimo para o profissional hoje saber respeitar a diversidade e trabalhar os conflitos quando eles acontecerem.

Quais são os principais conflitos enfrentados em uma empresa?

Os principais tipos de conflito se referem às diferenças de pensamentos sobre um determinado projeto ou um determinado problema na empresa. Essas diferenças de pensamento vêm de toda uma história de vida que é diferente, formações profissionais diferentes e, até mesmo, questões religiosas diferentes ou objetivos pessoais que interferem nos objetivos organizacionais. A pessoa olhar muito para ela e menos para a organização ou para o problema em questão também pode ser uma forma de conflito.

Por que as pessoas preferem fugir de um conflito ao invés de solucioná-lo?

As pessoas que não têm uma autoestima elevada ou que estão passando por algum momento que as deixem inseguras, realmente têm uma tendência a fugir dos conflitos, assim como as pessoas mais passivas. Já ao contrário, as pessoas agressivas buscam o conflito, o que também não é o ideal. Então essa fuga se dá pela falsa impressão de que fugir de um conflito ou fechar os olhos pra eles vai fazer com que ele se resolva por um passe de mágica ou instantaneamente, o que não é verdade. Ele pode minimizar, mas também pode se intensificar e, de qualquer forma, um conflito não resolvido fica latente, podendo estourar em outro momento por um motivo indefinido.

Como solucionar um conflito?

Para ajudar a solucionar um conflito, primeiro é importante a imparcialidade da análise da questão. É importante que você tente olhar com os olhos das outras pessoas e com os seus olhos e veja qual é de fato o conflito que está acontecendo e a razão da outra pessoa pensar de um jeito diferente. Colocar-se no lugar do outro e também pegar os regimentos e diretrizes estratégicos da companhia podem ajudar na resolução do conflito na melhor forma. Sobre tudo o mais importante é uma boa conversa. Lembre-se sempre, você e a outra pessoa, do foco e o objetivo da empresa e por isso a importância de uma resolução de conflito.

Eu causei um conflito, e agora, como resolvo?

Primeiro, você identificou que comentou um erro. Agora sente-se com as pessoas envolvidas e converse com elas assumindo o erro. Peça desculpas e, principalmente, se proponha a ajudar. Não tente se justificar, você pode até mostrar qual foi a sua posição que causou esse engano, mas não trazer essa posição como justificativa. Assumir o erro, pensar para frente, propor uma solução e pedir desculpas é a melhor forma de lidar com isso.


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Sobre Cyndia Bressan

Mestre em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Brasília/UnB. Possui graduação e licenciatura em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará/UFC. Atualmente é docente, coordenadora dos cursos: MBA Gestão de Pessoas por Competências e Coaching; MBA Gestão de Pessoas por Competências, Indicadores e Resultados do IPOG

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