Controller: a profissão do século XXI
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11 de maio de 2017

Controller: a profissão do século XXI

Controller é uma palavra e uma profissão pouco conhecida atualmente, mesmo no mundo dos negócios. Ele nada mais é do que um gerente de controladoria dentro da empresa. O que poucos sabem é que esta profissão existe desde o fim da segunda guerra mundial, mas por décadas permaneceu escondida e abaixo de grandes destaques dentro das empresas. Em 2002, após um grande caso de golpe financeiro em uma renomada empresa dos Estados Unidos, a profissão foi “promovida” fazendo com que os profissionais da área ocupassem um cargo de maior relevância e se juntassem aos acionistas da empresa.

Mas, por que ocupar um lugar de tamanho poder? Simples, pela função que um controller exerce. O gerente de controladoria tem como dever básico extrair e consolidar informações relevantes, confiáveis e oportunas, gerando relatórios que vão auxiliar as tomada de decisões dos gestores de cada área da empresa, bem como para a diretoria da organização. Este profissional é responsável por garantir a execução dos recursos da empresa da forma mais rentável possível. Uma espécie de defensor dos interesses dos acionistas da companhia. Cabe ao controller ser a balança entre risco e remuneração de capital da empresa.

Para Pedro Roriz, professor do curso Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças do IPOG, administrador e especialista em gestão financeira, controladoria e auditoria, é justamente a função que o profissional de controladoria exerce na companhia que faz dele uma pessoa com tamanha importância dentro do corpo empresarial. “É impossível este profissional exercer seu papel tendo que ter diretor ou presidente para responder sendo que ele está ali para fiscalizar todos os departamentos da empresa, da diretoria à limpeza”, conta.

Em dezembro de 2014 a revista ISTO É Negócios apontou esta profissão como sendo a sexta colocada entre as mais prósperas do ano seguinte. Desde então, todos os anos o controller está entre as 10 profissões em alta no mercado. “O que faz esta profissão estar em destaque é a pouca quantidade de profissionais qualificados para exercê-la, especialmente em Goiás. No Brasil o profissional de controladoria está na adolescência, por assim dizer. No Estado ainda somos praticamente um bebê que ainda irá crescer e muito”, explica o especialista.

Por ter uma alta demanda no mercado, ou seja, é um profissional fundamental dentro de uma corporação, mas, em contra partida, haver escassez profissional no mercado, esta é uma das profissões mais bem pagas no mundo dos negócios.

O especialista ainda dá algumas dicas para quem está ingressando na área e pretende seguir consolidar uma carreira de controladoria.

1- O controller é generalista: ou seja, ele saber fazer (e muito bem) a sua função, mas ter conhecimento de um pouco de tudo é fundamental. Por que isso? Porque o controller conversa com todos os departamentos de uma empresa, portanto ele tem que ter bagagem para saber conversar com e sobre todas as áreas;

2- Um controller não é especialista: Calma! Claro que um profissional da área de controladoria deve ser muito bom e especialista naquilo que faz, mas, de acordo com o professor Pedro, ele deve agir de forma generalista, pois ele não é, de fato, um especialista em apenas um assunto, mas sim naquilo que ele faz que é controlar a parte financeira da empresa;

3- O controller tem que conhecer o ramo no qual atua: Este profissional vem de um background financeiro. Como dito ele não é um especialista, mas ao mesmo tempo tem que ter carga de conteúdo especifica para a empresa que está, ou seja, ele tem que saber muito bem em qual meio atua a companhia onde trabalha e saber tudo sobre este meio. Isso facilita, também na conversa com os demais setores corporativos;

4- Controller deve ter profundo conhecimento na dinâmica de negócio: Como dito, este profissional conversa com todo mundo dentro de uma empresa, portanto ele tem que sentir os momentos da empresa para saber criar sugestões, planejamentos e controles certos, para as pessoas certas e no momento certo;

5- Idiomas: O professor alerta que ter como bagagem a fluência em outros idiomas pode fazer toda diferença dentro da empresa, especialmente dentro daquelas que lidam muito com produtos vindos do exterior. A principal diferença curricular é a fluência na língua inglesa, em decorrência do influxo de capital estrangeiro;

6- Uso do Excel: Esta dica pode soar como algo supérfluo, mas, acredite ou não, são poucas as pessoas que sabem usar esta ferramenta de forma avançada. Pedro orienta que o excel ajuda, e muito, na montagem dos relatórios (que são obrigatório) e torna mais eficiente os seus resultados.

Pedro Roriz, que é expert na área em que atua afirma que não há tantos segredos para ser um bom profissional. É preciso seguir apenas uma regra: gerar resultados que tragam melhorias coletivas dentro da empresa. Se a função do profissional é proteger e remunerar o acionista, por tanto ele não deve falhar nesses dois pontos, não deixar brechas abertas para erros.

Curiosidade:

De acordo com o portal Contábeis, no Brasil os controllers chegaram juntamente com as grandes corporações americanas, pós 2ª grande guerra. Assim, a função do Controller emergiu com a instalação de empresas multinacionais norte-americanas no país. Nessa época, profissionais dessas empresas vinham para ensinar as teorias e práticas Contábeis, desenvolvendo e implantando sistemas de informações que fosse capaz de atender aos diferentes tipos de usuários da Contabilidade, inclusive para manter um adequado sistema de controle sobre as operações dessas empresas.


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Sobre Pedro Roriz

Professor do curso Gestão de Negócios, Controladoria e Finanças do IPOG, administrador e especialista em gestão financeira, controladoria e auditoria

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