IPOG Cast - Como construir uma marca pessoal impossível de ser ignorada
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IPOG Cast – Como construir uma marca pessoal impossível de ser ignorada

Marca pessoal impossível de ser ignorada: episódio do IPOG Cast sobre posicionamento, coerência e construção de autoridade profissional

Algumas pessoas se tornam referência sem precisar levantar a voz. Elas não aparecem em todos os lugares, não seguem todas as tendências e não dependem de números inflados para serem reconhecidas. Ainda assim, quando falam, são ouvidas, quando publicam, geram reflexão, quando se posicionam, deixam rastro.

Em um cenário marcado por excesso de conteúdo, filtros e fórmulas prontas, construir uma marca pessoal impossível de ser ignorada se tornou menos sobre visibilidade e muito mais sobre coerência, intenção e profundidade. É justamente esse o fio condutor do novo episódio do IPOG Cast que discute, de forma honesta e prática, o que realmente sustenta uma marca pessoal forte no longo prazo.

Conduzido por Bruno Azambuja, gerente de marketing do IPOG, o episódio reúne Jordana Venâncio, estrategista de marketing pessoal, e Carlos Costa, professor no IPOG e empreendedor, para uma conversa que foge do óbvio. O diálogo percorre escolhas reais, desafios emocionais, estratégia e, principalmente, responsabilidade sobre aquilo que se comunica.

Marca pessoal não é sobre aparecer, é sobre sustentar

Logo no início da conversa, uma ideia se impõe: aparecer não é sinônimo de se posicionar. Jordana Venâncio deixa isso claro ao afirmar que “não vale tudo para aparecer”. Segundo ela, o problema não está na exposição em si, mas na desconexão entre discurso e prática.

Esse ponto ganha ainda mais força quando Bruno Azambuja provoca uma reflexão direta sobre os padrões que dominaram as redes nos últimos anos. Ele observa que “muita gente começou a ter uma estética old money, era o cabelo para trás, os tons pastéis, as mesmas sacadas, o microfoninho ali”, e questiona até que ponto esse tipo de personagem realmente sustenta uma marca pessoal consistente. Como ele próprio provoca: “você veste uma persona, mas será que essa persona te sustenta?”

Em um ambiente digital que estimula personagens e performances constantes, muitas pessoas acabam comunicando algo que não conseguem sustentar no cotidiano. O resultado, inevitavelmente, é desgaste. A marca até chama atenção no começo, mas perde força quando não encontra lastro na realidade.

Carlos Costa complementa essa visão ao trazer o olhar dos dados e da estratégia. Para ele, perseguir números sem propósito é um erro comum. Ele ressalta que métricas de vaidade não constroem reputação, e provoca com uma frase direta: seguidores não garantem impacto real, nem resultados concretos.

Assim, a marca pessoal passa a ser entendida como algo que vai além do digital. Ela se manifesta na forma como a pessoa se posiciona, como se relaciona e como é lembrada, inclusive fora das redes.

Coerência como ativo estratégico

Se existe um ponto de convergência entre os convidados, ele está na palavra coerência. Não como conceito abstrato, mas como prática diária. Jordana reforça que autoridade não nasce da estética perfeita, e sim da consistência entre valores, discurso e comportamento.

Ela traz a reflexão para um campo mais interno ao afirmar que, muitas vezes, o problema começa antes mesmo da comunicação externa. “Muitas vezes a gente quer ser valorizado, reconhecido, mas nem a gente se coloca nesse lugar”, afirma. Para ela, entender a própria verdade e aquilo que faz sentido sustentar é o primeiro passo para qualquer projeção consistente. “Comece pelo autoconhecimento”, resume.

Carlos traz exemplos claros desse descompasso ao falar sobre conteúdos excessivamente bem escritos, mas vazios de vivência. Segundo ele, “há empresários e CEOs que sentem a pressão de estar nas redes, contratam alguém para produzir conteúdo e constroem uma imagem que não se sustenta ao vivo. Isso pode gerar uma discrepância perigosa entre o que se publica e a forma como a pessoa se apresenta, no final isso pode queimar a própria imagem”, declara.

Da esquerda para a direita, Carlos Costa, Jordana Venâncio e Bruno Azambuja durante a gravação do episódio do IPOG Cast, no estúdio do IPOG.

O fim da estética padronizada e o valor do que é reconhecível

Durante muito tempo, autoridade foi associada a um visual específico, quase padronizado. Tons neutros, poses semelhantes, discursos parecidos. No entanto, essa fórmula começou a mostrar sinais claros de esgotamento.

Bruno Azambuja levanta esse debate ao questionar se abrir mão da espontaneidade não tem custado caro demais. Ele aponta o desafio atual de gerar autoridade sem apagar traços pessoais e comenta que, muitas vezes, as pessoas deixam de mostrar características que poderiam ser diferenciais. Para ele, são justamente esses “temperos” que tornam uma marca mais humana e memorável.

Carlos observa que o comportamento do público mudou. Hoje, a entrega de conteúdo relevante pesa mais do que a produção excessivamente polida. Ele destaca que a qualidade da informação e da troca supera a qualidade da edição, desde que haja clareza e verdade.

Jordana aprofunda essa reflexão ao falar da dor de profissionais que não se reconhecem nas imagens que precisam usar para “parecer” profissionais. Ela descreve um cenário comum: fotos iguais, discursos genéricos e uma sensação constante de inadequação. “Eu não sou isso”, resume, ao explicar a origem do seu projeto profissional ‘Desoterizando’.

Nesse contexto, ser reconhecível se torna mais importante do que ser impecável. A marca pessoal ganha força quando comunica humanidade, repertório e intenção, e não apenas estética.

Métricas que realmente importam

Ao longo do episódio, os convidados questionam a lógica de sucesso baseada apenas em alcance. Jordana compartilha experiências com profissionais que, mesmo com perfis menores, passaram a ser mais valorizados no ambiente offline, em congressos, eventos e no próprio atendimento.

Essa validação, segundo ela, é um sinal importante de que a marca pessoal está alinhada. Quando o conteúdo digital conversa com a prática real, a confiança se fortalece. Carlos reforça essa ideia ao afirmar que uma comunidade engajada vale mais do que uma audiência dispersa.

Logo, o crescimento da marca pessoal passa a ser medido pela qualidade das conexões, pela clareza do posicionamento e pela recorrência com que a pessoa é lembrada quando determinado assunto surge.

Tecnologia, IA e identidade

A conversa também avança para o uso da inteligência artificial na produção de conteúdo. Jordana reconhece o potencial da tecnologia como aliada, especialmente para profissionais com pouco tempo disponível. No entanto, ela alerta que a ferramenta precisa preservar a identidade de quem comunica.

Carlos é ainda mais direto ao afirmar que a IA só funciona quando parte de um repertório real. Ele defende o uso da tecnologia como apoio, não como substituição da voz própria. Segundo ele, o risco está em terceirizar a identidade e acabar produzindo conteúdos corretos, porém genéricos.

Em um mundo onde textos bem escritos se tornaram comuns, o diferencial volta a ser aquilo que não pode ser automatizado: vivência, opinião, história e visão crítica.

Marca pessoal além das redes

Outro ponto importante do episódio é a ampliação do conceito de marca pessoal para além do Instagram. Os convidados reforçam que a presença digital é relevante, mas não pode ser o único pilar.

Carlos destaca a importância de distribuir a comunicação em diferentes canais, inclusive aqueles que não dependem de algoritmos. Jordana acrescenta o valor do offline, do networking e das conexões presenciais, lembrando que confiança ainda se constrói muito no contato humano.

Muitas vezes, são esses encontros, conversas e parcerias que consolidam a reputação construída online.

Construir sem pressa, mas com intenção

No fechamento da conversa, uma mensagem se repete de forma clara: pressa e marca pessoal não combinam. Tanto Jordana quanto Carlos reforçam que posicionamento exige planejamento, consistência e preparo emocional.

Nem todo mundo vai gostar, nem todo conteúdo vai performar, e nem toda escolha será confortável. Ainda assim, quando há clareza de propósito, o caminho se torna mais sustentável.

Uma marca pessoal impossível de ser ignorada não nasce do excesso, mas da nitidez. Ela se constrói quando a pessoa entende quem é, o que entrega e por que faz o que faz, e comunica isso com verdade, ao longo do tempo.

Quer se aprofundar ainda mais?

O episódio completo “Como construir uma marca pessoal impossível de ser ignorada” está disponível no YouTube e no Spotify. A conversa amplia o olhar sobre posicionamento, estratégia, tecnologia e identidade, com reflexões que ajudam a enxergar a marca pessoal para além das fórmulas prontas.

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