Por que minha empresa deve estar nas Redes Sociais?
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07 de novembro de 2018

Por que minha empresa deve estar nas Redes Sociais?

minha empresa deve estar nas Redes Sociais

As redes sociais, mais do que nunca, integram a rotina e fazem parte da vida de bilhões de pessoas. Só para se ter uma ideia, os brasileiros passam, em média, 9 horas diárias navegando na internet; nas redes sociais, são mais de 3 horas por dia! As informações são de uma pesquisa realizada em 2017 pela agência We Are Social e a plataforma Hootsuite.

O fato é que pessoas estão conectadas 24h por dia, produzindo e consumindo conteúdo. Nesse contexto, as redes sociais já são plataformas indispensáveis para milhares de empresas em seus modelos de negócios. No entanto, por incrível que pareça, muitos empreendimentos ainda resistem e têm medo de estar nesse ambiente.

Independentemente se sua empresa está ou não inserida nesse contexto, é importante questionar: por que meu negócio deve estar nas redes sociais? Bom, nas circunstâncias que se apresentam hoje, as redes sociais e as mídias sociais tornaram-se ferramentas poderosas de divulgação e lembrança de marca. Elas dão a possibilidade de interagir e de se aproximar dos clientes, momento em que se deve utilizar todas as estratégias à favor do negócio.

Plataformas como Youtube, Facebook, Instagram, Blogger e Whatsapp podem gerar bons resultados para as organizações. O primordial é passar uma boa imagem da marca, atingir o público-alvo, difundir conteúdo relevante e saber lidar com usuários insatisfeitos. Esses e outros pontos serão explorados ao longo deste texto. Confira:

A importância das redes sociais

Tanto do ponto de vista pessoal quanto profissional, as redes sociais são importantes porque elas modificaram totalmente a maneira como as pessoas se comunicam entre si. Elas permitem agilidade, velocidade, o que propicia uma comunicação horizontal, mais direta entre consumidores e empresas.

Nesse movimento, as marcas precisam aprender a falar a linguagem do seu público e ser ágeis suficientemente para responder as demandas de seus potenciais clientes. Hoje, redes como Facebook, Instagram e Whatsapp são essenciais para empresas que funcionam como e-commerce e comercializam produtos e serviços.

É certo de que não existe um momento específico em que as empresas passaram a enxergar as redes como um potencial para aumentar as vendas, trata-se na verdade de uma demanda inerente ao mercado de negócios atual. E hoje em dia, a competência de usar as mídias e redes sociais como parte do modelo de negócio – e não apenas como uma ferramenta de comunicação –  é fundamental para o futuro de uma empresa.

Impactos

Ao aderir às redes sociais, as empresas passam por mudanças que impactam diretamente seus processos internos. Ocorre que devido a necessidade de velocidade, assertividade, confiabilidade na entrega de produtos e serviços, rastreio e proteção de dados do cliente, por exemplo, torna-se necessário planejar e executar cada etapa com responsabilidade.

Isso é um desafio para as empresas que querem crescer pela internet e não apenas estar nela. Porque é bem comum que as empresas se voltem para as redes sociais com estratégias de vendas, o que é indispensável, mas não estruturam os processos internos adequadamente.

De que forma a atuação nas redes e mídias vai alterar os processos do seu negócio? Vai alterar o de vendas? O de emissão de nota fiscal? Como será feito o rastreio? Quem entregará o produto ou serviço? Em qual prazo e formato? Faça esses questionamentos e se planeje. Mais do que uma oportunidade de vendas, as redes impactam muito os processos empresariais.

Por que muitas empresas ainda têm medo?

As redes e mídias sociais, pode-se dizer, obrigaram as empresas a terem uma linguagem diferente da comunicação que elas mantinham anteriormente com seus clientes. Se antes o tempo de resposta a uma demanda era maior e permitia lapidar a imagem do negócio de acordo com aquilo que a marca queria expor, hoje as redes levam as empresas a um processo de comunicação extremamente rápido, o que para muitos se coloca como um desafio e dificuldade.

Portanto, a depender do tipo de negócio e do público, a empresa precisa fazer adaptações, se personalizar e se inserir na web de forma a gerar uma profunda identificação, a partir de uma linguagem assertiva que seja a mesma “falada” por seu público-alvo.

Outro fator que gera medo nas empresas é a exposição. Como já foi dito, os internautas não apenas consomem, mas também produzem conteúdo. Nesse sentido, com as redes sociais, a voz do cliente tornou-se muito mais forte, principalmente quando sua posição expõe negativamente uma marca.

Isso força as empresas a terem processos e discursos coerentes. Caso contrário, usuários das redes sociais conseguem captar e expor as discrepâncias de maneira rápida, o que traz consequências extremamente negativas para o negócio.

Apesar disso, esses fatores podem e devem ser encarados também como oportunidades para a personalização e evolução de processos, além de formatações de novos modelos de negócios que estejam centrados nas necessidades do cliente.

Riscos e erros das empresas nas redes sociais

Dentre os erros mais comuns, o principal é a falta de constância, isto é, falta de regularidade na produção, publicação e compartilhamento de conteúdo nas redes sociais. É preciso considerar a atuação nas redes como uma rotina de exercícios físicos: deve haver constância e regularidade para alcançar resultados.

Para isso, é preciso que a marca trabalhe com um planejamento estratégico de conteúdo. E é aí que as empresas cometem outro erro, pois muitas delas não realizam esse planejamento e não trabalham estrategicamente a produção de conteúdo. Dessa forma, a constância e a coerência da marca também podem ser afetadas.

Outro erro bastante comum é a falta de adequação da linguagem ao público, o qual também se coloca como alvo de erros, pois muitas empresas não delimitam e não pesquisam bem sobre os seus potenciais clientes, muito menos estreitam interações assertivas com eles.

E como atuar bem nas redes sociais? Confira algumas dicas:

1. Atue com a velocidade que pedem as redes

Se essa atuação e atendimento ao cliente não forem rápidas, o consumidor irá buscar a solução de suas demandas na concorrência.

2. Trace estratégias

Seja no planejamento de conteúdo, na organização de processos ou operações, as estratégias são fun-da-men-tais!

3. Leve em consideração os contextos

A empresa deve prezar pelos contextos importantes do cliente e se fazer presente neles. Isto é, mapeie em quais momentos e com quais objetivos o seu cliente está presente nas plataformas sociais.

ex: uma marca de tênis de corrida pode se posicionar nas redes em horários e momentos que atletas e amadores costumam praticar o esporte, como pela manhã às seis horas ou às oito.

4. Conheça o seu público

Essa dica está diretamente relacionada com a anterior. É preciso conhecer o comportamento dos consumidores do seu produto ou serviço, identificar seus medos e necessidades para que seu posicionamento seja assertivo. Para isso, pode-se definir perfis de públicos variados e criar comunicações específicas para cada um desses públicos.

5. Aplique o processo AIDA

AIDA é a sigla para Atenção, Interesse, Desejo e Ação. Trata-se do ciclo básico para a produção de conteúdos nas redes sociais, o qual está relacionando com o funil de vendas. Essa metodologia permite a criação de conteúdos voltados para prender a atenção, despertar o interesse, gerar desejo pelo produto ou serviço no consumidor e, enfim, direcioná-lo à ação de compra.

6. Não trabalhe só com conteúdos institucionais

É importante gerar valor ao produzir um conteúdo, fazer com que ele agregue esse valor ao estilo de vida do seu cliente. Para isso, normalmente, pode-se considerar apenas 20% da produção de conteúdo para fins institucionais. O restante precisa ser trabalhado de forma a impactar o estilo de vida do público-alvo.

Questione e pesquise: Quais são os interesses do seu cliente? São viagens, automobilismo, moda, decoração, filhos? Faça esse mapeamento, escolha cinco, seis interesses, e aborde esses assuntos de forma estratégica no seu conteúdo, de forma que haja uma relação do seu produto ou serviço com os temas levantados.

7. Esteja onde o seu público está

A melhor rede social é aquela que seu cliente está. Por isso, é difícil eleger a melhor plataforma para as empresas. Isso dependerá de cada negócio, produto e serviço. Às vezes o seu público está em um fórum online, no Pinterest, no Instagram ou é mais forte no Facebook.

8. Preze pela organização

Tenha organização, seja em termos de processos internos, de recursos financeiros, humanos, de produção de conteúdo ou atendimento ao cliente.

9. Foque no engajamento qualificado

A relevância de uma empresa nas redes sociais está mais ligada ao engajamento do seu perfil com o público do que com o volume de seguidores. No entanto, muitas empresas erram ao considerar a relevância a partir do número de integrantes da página ou perfil, o que leva à compra de muitos “cliques”.

O sucesso da sua marca na internet pode ser medido por meio do engajamento que a empresa mantém com seu cliente, pois é esse engajamento qualificado que elevará as taxas de vendas.

Se você deseja crescer nas redes sociais, aplique esses pontos e invista em conteúdos e processos de qualidade. Caso tenha outra dica, compartilhe nos comentários e continue navegando no blog!


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Sobre Alyssa Hopp

Mestre em Comunicação, especialista em Marketing e Relações públicas Internacionais.

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