O que uma contadora foi buscar em uma Formação em Docência?
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06 de abril de 2018

O que uma contadora foi buscar em uma Formação em Docência?

Não, Auxiliadora nunca deu aulas, nem sequer teve o papel de professora em alguma disciplina do curso de Contabilidade, sua área de atuação. Mesmo assim, se interessou e se matriculou na Formação Prática em Docência Superior do IPOG, um curso de curta duração.

Contadora, casada, mãe, Auxiliadora já trabalha na sua área há 19 anos. Já chegou a atuar como Gerente Administrativa em uma organização com 90 colaboradores. Mas o que será então que essa profissional da área de exatas foi procurar em um curso voltado para pessoas que já atuam como professores ou que sonham em um dia estar em uma sala de aula?

“Além de agregar valor no conhecimento, queria transmitir segurança para a equipe que liderava e melhorar meu desempenho em reuniões com clientes. Além disso, tenho um sonho de lecionar e queria saber como a docência poderia me ajudar a seguir essa carreira|, conta.

Isso mesmo! Estando em um papel de gestora, Auxiliadora viu na figura do professor um exemplo de como é estar diante de um grupo e influenciá-lo a buscar o próprio desenvolvimento, principalmente porque o curso tratava de Docência para adultos.

A contadora, de Taguatinga – DF, buscava muito mais que novos conhecimentos e aperfeiçoamento profissional para se atualizar. Até porque, ela é pós-graduanda em Contabilidade e Direito Tributário e já fez outro curso de curta duração de Analista SPED, ambos pelo IPOG. Logo, dá pra perceber que capacitação técnica a Auxiliadora tem de sobra.

O sonho de inspirar pessoas

Mas o que ela queria mesmo era inspirar pessoas. E viu na formação como docente a possibilidade de fazer isso. “Eu precisava repassar para a equipe do escritório o que eu sabia e utilizei da docência para melhorar meu atendimento profissional com os clientes e a equipe”, explica.

E a experiência foi super positiva, segundo Auxiliadora. “Foi maravilhosa. Adaptei muita coisa que aprendi no curso no meu dia-a-dia, como: o modo de falar, de fazer apresentação, a postura, saber ouvir, transmitir segurança na apresentação, melhorar a forma de apresentar o material para os demais. Ter ética profissional sempre e citar os exemplos aprendidos em sala de aula.”, comemora a contadora.

Ela ainda conta que em meio a todo o aprendizado, ela entendeu como o professor que trabalha com a aprendizagem, é capaz de tirar os alunos da zona de conforto. Experiência que ela também levou para a organização e aplicou com sua equipe.

Um momento marcante

Um momento da aula que me marcou muito foi na apresentação para podermos ensinar como se estivéssemos dando uma aula e uma colega citou como exemplo o filme Sociedade dos Poetas Mortos, em que todos subiram nas suas cadeiras, e nos demonstrou que podemos mais do que sentar em nossas cadeiras, abaixar a cabeça e somente trabalhar.

Algumas metodologias utilizando o lúdico também foram inspiração. “Aplicar isso em uma organização, trazer um pouco o lúdico para dentro das organizações, ajuda a respirar melhor e a trabalhar com engajamento”.

A contadora também lembra de um trabalho feito em sala. O grupo do qual fazia parte deveria montar uma aula rápida sobre Psicologia Positiva, usando as ferramentas que aprenderam no curso. “Lembro que conheci a história de Márcio Fernandes, CEO da Electro através de um colega e até hoje tenho aplicado sua ideologia de filosofia de gestão”, destaca.

Afinal, o que a contadora foi fazer em um curso para professores?

Valeu a pena. Essa é a conclusão de Auxiliadora quando questionada sobre a sua decisão de fazer um curso, que aparentemente, não tinha nada a ver com a sua área de atuação. “Porque mesmo que a pessoa não atue diretamente na área, ela pode abrir a mente para aplicar no dia-a-dia na sua empresa onde trabalha, na sua casa, além de despertar a criatividade das pessoas”, argumenta.

Auxiliadora ainda afirma que a formação contribuiu para melhor muito a forma de se apresentar para quem e espera conhecimento daquele que apresenta.

Resultados na carreira

Saber explicar da melhor forma certos assuntos para o cliente e para o colaborador. Em apresentações, saber se comportar. Estes são apenas alguns dos resultados citados por Auxiliadora no seu dia-a-dia profissional.

“Apliquei muito onde trabalhei e estou tentando aplicar onde trabalho atualmente as técnicas para chamar a atenção das pessoas. Trazer leveza para o dia-a-dia e a busca pelo conhecimento”.

“Fico feliz em saber que por onde passei pessoas começaram na sua carreira a estudar, buscar o novo. Isso já é muito gratificante para mim. Ser lembrada pelo o que pude proporcionar para cada uma dessas pessoas. A experiência única do conhecimento que temos todos os dias”.

Durante o curso, é abordado, por exemplo, como utilizar o gamification em sala de aula, principalmente para gerar mais engajamento. A ferramenta chamou a atenção de Auxiliadora.

“Utilizei recentemente o gamification para fazer uma pesquisa de engajamento. Queríamos saber quem era a pessoa que os colaboradores mais admiravam no escritório, que eles entendem como o funcionário exemplar. Dividi entre setores e pedi para que votassem através de pesquisas no Google. Foi muito gratificante e os resultados foram muitos bons. Além de tudo, eles gostaram muito fizeram até campanha para algumas pessoas. Foi uma forma de interagir todos”, comemora!

Ela ainda pontua que a gamificação contribuiu para trazer um ambiente mais agradável e uma competição saudável entre as equipes.

Novos desafios

Auxiliadora está agora em um novo emprego e acredita que a capacitação contribuiu, e muita para sua nova jornada profissional. Ela conta que descobriu que pode ensinar de várias maneiras:

“Aprendi que não preciso estar em uma sala de aula para aplicar treinamentos de conhecimento e interatividade. Posso aplicar isso no dia-a-dia das pessoas na organização. Levando a equipe para palestras e depois, colocando os mesmos para discutir os assuntos abordados”.

Ela também destaca o incentivo ao hábito da pesquisa ou a realização de treinamentos voltados para a a área da contabilidade. Outra dica que ela dá é tirar um dia na semana para efetuar debates sobre determinado assunto.

“Com tudo isso você estimula o colaborador a buscar conhecimento”.

A necessidade de contribuir com o desenvolvimento do próximo

“Aprendi que posso mais do que ficar atrás de uma mesa fazendo cálculos. Posso contribuir muito mais. Quero ver pessoas alegres discutindo o assunto, compartilhando e aperfeiçoando o conhecimento. É muito bom você compartilhar uma descoberta nova, trazer uma novidade. Aplicar uma surpresa que ninguém espera. Trazer a leveza para o dia-a-dia, a empatia, ver as pessoas buscando conhecimento se interagindo isso para mim é gratificante”.

Auxiliadora encerra destacando que ainda não realizou o sonho de lecionar, mas com uma história como essa que lemos acima, não há dúvidas de que é só uma questão de tempo, não é mesmo?

 


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Sobre Maria Auxiliadora Almeida de Oliveira

Contadora, Especialista na área tributária. Formada em Bacharel em Ciências Contábeis, pela faculdade Unieuro, pós-graduanda em MBA em Contabilidade e Direito Tributário (IPOG). Formação em Analista SPED (IPOG).

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