O que é e como usar o CEP (Controle Estatístico de Processo)
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CEP (Controle Estatístico de Processo): o que é e como fazer o acompanhamento?

Imagem de um profissional usando tecnologia para fazer CEP Controle Estatístico de Processo

O Controle Estatístico de Processo, popularmente conhecido como CEP, entre gestores e engenheiros, é um método de aferição de desempenho de processos. Ele é usado especialmente para garantir previsibilidade e eliminar riscos ou surpresas durante a execução do serviço.

O principal objetivo desse controle é padronizar e estabilizar o processo. Dessa forma, é possível otimizar recursos e melhorar a qualidade da entrega final.

Para entender melhor, o IPOG preparou este artigo sobre o CEP (Controle Estatístico de Processo) e reuniu tudo o que você saber para dar acompanhar o desempenho dos procedimentos no canteiro de obra. Confira!

O que é CEP (Controle Estatístico de Processo)?

O CEP (Controle Estatístico de Processo) surgiu nos primeiros anos do século XX, quando o engenheiro, físico e estatístico Walter Shewhart montou aquilo que viria a ser o controle de desempenho que conhecemos hoje.

Anos depois, na década de 1960, que o também estatístico William Edwards Deming definiu o que segue como os princípios da gestão de qualidade de processos.

Nos referimos ao CEP como uma forma de medir, acompanhar e corrigir a qualidade dos processos internos, levando em consideração a ideia de melhoria contínua para entregar o melhor produto final ao cliente.

O foco desse controle estatístico é prevenir e atenuar erros de processos internos. Para isso, o engenheiro deve considerar indicadores para cada tipo de projeto e, dessa forma, acompanhar e analisar os resultados para estipular mudanças e melhorias necessárias.

Benefícios do CEP (Controle Estatístico do Processo)

  • Rapidez para identificar e corrigir falhas no processo;
  • Otimização de custos durante a produção;
  • Menor incidências de erros e índice de retrabalho;
  • Melhor uso dos recursos;
  • Processo mais estável e padronizado;
  • Facilidade de manutenção do controle;
  • Aumento da produtividade das equipes;
  • Redução do prazo de entrega;
  • Geração de valor ao produto e serviço entregue ao cliente;
  • Uso da tecnologia para fazer controle de desempenho em tempo real;
  • Processo mais aberto a mudanças e melhorias.

Por que o Controle Estatístico do Processo é importante?

Com um mercado cada vez mais competitivo, é importante que o profissional de engenharia esteja atento não apenas às tecnologias da área, mas também à gestão para se tornar mais valorizado no mercado.

Para isso, o domínio do CEP (Controle Estatístico de Processo) pode ser de grande importância para a equipe e para a entrega final. Com ele, é possível aumentar a previsibilidade dos processos internos, garantir a qualidade de entregas e evitar o retrabalho. 

Além disso, com a digitalização de serviços e o avanço da transformação digital, o CEP tem sido uma ferramenta cada vez mais acessível do ponto de vista operacional. A implementação se mostra menos custosa e, com isso, se resume apenas à dominação da metodologia. 

No fim, toda a gestão de qualidade torna-se mais fácil e útil, o que impacta diretamente tanto a confiabilidade entre a empresa e o cliente quanto em como o profissional da engenharia é visto frente à tomada de decisão no canteiro de obras

Quando e como usar o Controle Estatístico de Processo?

Não existe momento certo para começar a usar o CEP (Controle Estatístico de Processo). Como apresentamos aqui, os benefícios são muitos. Por isso, esse controle é útil tanto para aplicar mudanças quando os resultados não estão satisfatórios quanto para manter bons índices de desempenho da equipe.

Sendo assim, toda empresa de engenharia deve considerar essa como uma das formas de monitorar processos, mas também para buscar melhorias internas dos processos e das equipes.

Para fazer o CEP, é preciso que o profissional tenha uma metodologia de coleta de dados já devidamente implementada e, posteriormente, faça a análises dessas métricas. É papel do gestor estabelecer esses KPIs e interpretar cada variação. 

Sendo assim, para usar o Controle Estatístico de Processo, basta seguir algumas etapas, como:

  • Definição de colaboradores responsáveis pelas análises de qualidade;
  • Apontamento de indicadores e gestão de qualidade;
  • Definição de variações comuns e especiais de acordo com as especificidades da empresa;
  • Definição de período e amostragem dos dados;
  • Interpretação e mudanças quando necessárias;
  • Monitoração de processos;
  • Criação de planos de ação;
  • Análise contínua de dados e processos.

Como implementar o Controle Estatístico do Processo?

A implementação do Controle Estatístico de Processo é realizada a partir da definição de análises de controle e acompanhamento dos processos internos durante a execução até a conclusão de projeto.

Para facilitar o uso do CEP dentro do seu negócio, o IPOG destacou os quatro pontos necessários para fazer a gestão eficiente de processos. Confira!

1. Defina cartas de controle

A carta de controle é uma ferramenta que transforma variações comuns e especiais em representações gráficas. Com ela, os dados ficam visualmente mais fáceis de serem vistos e interpretados.

Nesse processo, o profissional pode estabelecer uma margem, e os picos que estiverem fora dela podem ser considerados como resultados de variações especiais, enquanto os resultados padronizados são consequências de variações comuns.

2. Considere o Diagrama de Ishikawa

O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito ou Espinha de Peixe, é uma representação gráfica que guia discussões de problemas. Na prática, cada “espinha” tem uma consequência que, juntas, proporcionam determinado efeito.

Essa metodologia ajuda não apenas a encontrar, mas também a organizar e classificar as causas de um determinado problema para encontrar soluções para resolvê-lo.

3. Digitalize informações

Digitalizar processos facilita a coleta de dados e, consequentemente, torna todo o controle de processos mais dinâmico. Também é possível contar com softwares de gestão específicos para reunir essas informações e analisá-las com mais assertividade.

Dessa forma, além de ter tudo atualizado em tempo real, o controle torna-se mais eficaz e evita erros ou perda de dados importantes.

4. Defina pontos de limites de controle

Para fazer o CEP (Controle Estatístico de Processo) é preciso estipular um padrão desejado para os resultados. A partir daí, o profissional deve criar um modelo gráfico que aponte os limites de controle. 

Dessa forma, eles são calculados a partir dos dados do processo e representam o desempenho real do seu processo. Esses limites podem ser divididos entre:

  • Periodicidade;
  • Sequência;
  • Tendência.

Cada um desses limites de controle varia de acordo com a realidade da empresa, por isso, não há uma fórmula exata de implementá-las. É necessário fazer uma análise partindo dos três pontos que mostramos acima e estudar o conceito de CEP para aplicá-lo da melhor forma.

Isso ajuda a saber quais os pontos que podem ser controlados e quais estão além do alcance da previsibilidade. Neste último caso, o cálculo pode auxiliar a reduzir riscos e a minimizar os danos.

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Gostou de saber mais sobre o CEP (Controle Estatístico de Processo)? É por meio desse conhecimento que o profissional de engenharia pode agregar à empresa e ao canteiro de obras com análises e soluções mais assertivas.

Por isso, para ser um profissional qualificado e que se destaca no mercado, invista em um curso de Pós-graduação em Engenharia no IPOG. 

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