Desdobramento da função qualidade: o que é e como funciona?
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11 de novembro de 2021

Desdobramento da função qualidade: o que é e como funciona?

Desdobramento da Função Qualidade: o que é e como funciona?

Satisfazer e reter clientes, além de otimizar a produção e a prestação de serviços são metas importantes para qualquer empresa focada em manter sua sobrevivência no mercado. Para alcançar esses objetivos, há algumas ferramentas disponíveis, como o desdobramento da função qualidade.

Especialmente com a chegada da pandemia, a gestão empresarial pôde perceber que as companhias que se saem melhor, mesmo em cenários de crise, são aquelas capazes de responder com rapidez e inteligência, entendendo o comportamento do cliente e suas necessidades, sem perder o foco na melhoria contínua.

Nesse contexto, a gestão da qualidade e dos processos é fundamental para sustentar a busca por diferenciais, inovações e oportunidades para agregar valor ao negócio.

Se a experiência do consumidor é cada dia mais importante, ter informações que permitam melhorias preventivas e corretivas nesse sentido faz toda a diferença. O desdobramento da função qualidade gera conhecimento para planejar e agir nessa perspectiva.

Neste artigo, explicamos do que se trata essa técnica, quais os seus benefícios e sua importância. Boa leitura!

O que é desdobramento da função qualidade?

O QFD (Quality Function Deployment), ou Desdobramento da Função Qualidade, é um método capaz de levantar informações úteis sobre quais necessidades, prioridades e perspectiva do consumidor podem ser traduzidas e materializadas no desenvolvimento de processos, produtos e serviços.

Basicamente, o desdobramento da função qualidade refere-se a quatro matrizes nas quais planeja-se o produto e seus requisitos; também é conhecido como “casa da qualidade”.

Com a ajuda de pesquisas, reclamações e atendimento ao cliente, são coletados dados que, depois de processados pela equipe do projeto, tornam-se características reais integradas ao produto ou serviço.

O método QFD foi criado na década de 1970 pelo engenheiro japonês Yoji Akao, no grupo Mitsubishi Heavy Industries. Essa metodologia foi aplicada na Toyota, fazendo parte dos resultados de alta performance da empresa, cujos produtos uniam alta qualidade e ampla aceitação no mercado global.
Em 1983, o famoso método que orientava o processo de qualidade da Toyota foi mais bem explicitado por Akao em uma conferência para centenas de empresários. Posteriormente, a ferramenta passou a ser aplicada na Xerox, na Ford e em outras empresas ocidentais, resultando em um aumento das vendas e da satisfação dos clientes.

Como o método é representado hoje?

Desde seu lançamento, a metodologia criada por Akao foi redesenhada algumas vezes para se adaptar a diferentes contextos. 

Algumas dessas adaptações são:

  • QFD das Quatro Ênfases – Akao e Mizuno a partir da JUSE (Union of Japanese Scientists and Engineers
  • QFD das Quatro Fases – Macabe, Don Clausing e pela American Supplier Institute (EUA); 
  • QFD – Estendido – Don Clausing
Matriz QFD original. Fonte: www. infoescola.com

No mundo atual, cada vez mais pautado em cultura ágil, metodologia enxuta e digitalização, o modelo original de Akao foi atualizado para atender a mais necessidades dos projetos e negócios.

Em 2016, a ISO 16355, a primeira norma ISO para QFD, foi aprovada. Essa norma tem como objetivo guiar os desenvolvedores de produtos e processos que utilizam QFD, incluindo profissionais de Six Sigma, Lean Six Sigma e Design para Six Sigma.

Principais etapas de funcionamento do método QFD

São quatro as principais etapas do desdobramento da função qualidade:

  • planejamento do produto
  • projeto de componentes/produto
  • planejamento do processo de fabricação
  • planejamento do controle da produção
  • Planejamento do produto

Nessa fase, acontece a tradução dos requisitos dos consumidores (o “quê?”) em características técnicas (“como?”), considerando também a correlação entre os dois elementos.

O primeiro elemento corresponde às linhas da matriz, o segundo são as colunas e o nível de correlação é representado pelo telhado. Essa etapa ajuda a estabelecer prioridades, de forma que a gestão de negócios possa entender a sua posição no mercado e atender as demandas dos clientes (o “quê?”).

  • Projeto de componentes

Aqui começa a engenharia do produto, etapa na qual se sai do puramente conceitual para a realização. Isso é feito com base no “como?”, analisado e hierarquizado da fase anterior.

  • Planejamento do processo

A terceira fase tem foco em identificar e desenvolver a melhor forma de conduzir a produção dos componentes, assegurando a qualidade desejada, e quais processos, recursos e outros aspectos devem ser mobilizados.

  • Planejamento do controle do processo

Na última fase, são elencados os instrumentos de monitoria do processo, afinal é preciso controle para assegurar qualidade.

Benefícios do desdobramento da função qualidade

O QFD auxilia em diversos aspectos nas empresas, do projeto ao marketing e dos processos ao comercial. Confira algumas das vantagens de adotar essa ferramenta.

  • Diminuição dos custos, afinal é possível ter um processo de qualidade nas fases iniciais, o que ajuda a prevenir correções posteriores, que saem mais caras
  • Otimização do processo de desenvolvimento
  • Mais satisfação do cliente
  • Competitividade e diferenciais mais sólidos
  • Visão mais assertiva sobre o benchmarking
  • Mais qualidade nos produtos/serviços
  • Suporte ao trabalho dos times de cada setor

Para fazer a correta adoção do desdobramento da função qualidade, é preciso planejamento, domínio de boas práticas e tecnologia. Tudo isso não pode ficar restrito apenas à engenharia: a gestão de empresas precisa abraçar o foco na qualidade também.

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