Como uma experiência internacional pode revolucionar sua trajetória como arquiteto?
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09 de junho de 2017

Como uma experiência internacional pode revolucionar sua trajetória como arquiteto?

Arquitetura, IPOG

Conhecer o berço da sua profissão. Saber como tudo começou. Ter experiências assim, sem dúvida, mudam a maneira do arquiteto enxergar o mundo a sua volta. Influencia também na sua maneira de pensar e nas possibilidades de criação em seus projetos.

Por isso, ter uma experiência internacional se torna uma necessidade. Só que como muitos não se atentam para isso, quem desperta primeiro se diferencia diante dos demais no mercado.

No caso da Arquitetura, o berço mundial é na Europa. Ali é possível ver de perto o passado e o presente. Como em um mergulho na história, é possível analisar estruturas ainda das primeiras civilizações. Algumas delas, firmes até hoje, ainda são modelos de contemplação visitadas por milhares de turistas e profissionais todos os anos.

Para um arquiteto, estar frente a frente com essa realidade, reflexo da história, é analisar o que foi desenvolvido no passado e a partir disso, perceber quais são as tendências atuais e quais serão as futuras. Por que vale a pena o arquiteto ter uma experiência no exterior?

A Arquitetura conta histórias

A Arquitetura da Europa está diretamente ligada à sua história. O continente, que foi berço dos movimentos artísticos e literários, tem seus projetos arquitetônicos fortemente ligados aos contextos religiosos ao longo dos anos. O catolicismo, por exemplo, foi motivo de grandes construções como as famosas igrejas europeias.

Viajar pela Europa é apreciar, em pleno século XXI, a Arquitetura da Idade Média, a Arquitetura da Renascença, a Arquitetura Barroca, entre outras. Que tal conhecer um pouco sobre cada um desses estilos?

  • Medieval: estilo predominante nas igrejas construídas durante a Idade Média, período de muita insegurança. As construções eram verdadeiras fortalezas. Contavam com ornamentação mínima dominada por linhas em sentido horizontal e poucas janelas. Predominou na Europa até o século XII.
  • Gótico: muito presente nos centros urbanos europeus. As janelas enormes e com vitrais coloridos davam leveza à construção. 
  • Renascentista: é caracterizada pelo resgate da Antiguidade Clássica com marcas da distribuição espacial matemática das edificações, pois estão dispostas de modo que as pessoas entendam a lei que as regem e estruturam. O estilo Renascentista procurava associar a visão do mundo cristão com este universo considerado pagão pela Igreja Católica.
  • Barroca: refere-se ao período histórico da Contra-Reforma, um movimento dentro da Igreja Católica que buscava responder à Reforma Protestante. As construções refletiam a riqueza e o poder da Igreja. O barroco conseguiu no urbanismo algo até então pouco comum, a composição urbanística rigorosa com confluência das ruas para praças, pontes como ponto de observação da cidade, um local muito bem definido e com uma carga alegórica e simbólica muito grande. Além da ideia de cidade capital, ou seja, uma cidade administrativa.

A experiência internacional enriquece seu currículo 

Viajar é conhecer pessoas diferentes e aprender com outras culturas. Para um profissional como o arquiteto que precisa ter a mente sempre aberta para inovações e criatividade, esse tipo de contato é fundamental.

Valores são acrescentados, é possível aprender um novo idioma e até se adaptar melhor às situações que saem da sua rotina.

Além disso, grandes empresas valorizam profissionais que já tiveram experiência em outros países, principalmente, quando se comprova que houve aprendizado em sua área de atuação no exterior.

Inspiração para o Empreendedorismo

Estas viagens são uma excelente oportunidade para quem busca desenvolver sua habilidade empreendedora. Há pouco, citamos vários exemplos de como a arquitetura caminhou ao longo dos séculos.

Imagine analisar tudo isso e depois ter a oportunidade de conhecer como os atuais escritórios de arquitetura na Europa trabalham? Isso abre sua mente para novas possibilidades que talvez ainda estejam sendo praticadas no Brasil.

E aí, ficou com vontade fazer as malas e partir para a Europa? Confesso que eu também! Mas é importante lembrar que pra tudo isso valer a pena ao ponto de enriquecer seu currículo, é preciso garantir que seja uma experiência profissional importante no exterior e não apenas uma viagem turística.

Então, antes de encerrar este texto, confira 3 ícones arquitetônicos que o arquiteto não pode deixar de conhecer em sua viagem ao exterior. Como estamos falando do berço da Arquitetura, foram escolhidos lugares na Europa.

Basílica de São Pedro – Vaticano (Itália) 

É uma igreja do estilo Renascentista. Trata-se do maior e mais importante edifício religioso do catolicismo e um dos locais cristãos mais visitados do mundo. Classificada pela UNESCO, catalogada e preservada como Patrimônio Mundial da Humanidade, a Basílica de São Pedro foi considerada o maior projeto arquitetônico da sua época e continua a ser um dos monumentos mais visitados e celebrados do mundo. Fruto da união do arquiteto Giuliano de Sangallo (1445-1516) e do pintor Rafael Sanzio (1483-1520).

Igreja Sagrada Família – Barcelona (Espanha) 

A construção da igreja teve início em 1882, mas com a morte de seu idealizador, o arquiteto Antoni Gaudí, está até hoje inacabada. Mesmo assim, se tornou cartão postal em Barcelona. É apenas uma das obras do arquiteto espalhadas pela cidade.

A igreja tem um estilo único no mundo da arquitetura e arte modernista. Uma das ideias mais potentes trazidas por seu projeto foram as elevadas torres cônicas circulares que se sobrepõem aos portais, e que vão afinando com a altura. Gaudí as projetou com uma torsão parabólica, o que deu uma tendência ascendente a toda a fachada, favorecida por muitas janelas que perfuram as torres seguindo as suas formas espirais.

Centre Georges Pompidou – Paris (França) 

Renzo Piano e Richard Rogers, dois ganhadores do Pritzker, se uniram para projetar esse museu. Quase quarenta anos depois de inaugurado, o prédio continua vanguardista. Circulações, escadas rolantes e a estrutura de aço ocupam o exterior; por dentro, o edifício tem plantas livres, moldadas como ditam as exposições. O pátio principal extende-se sem barreiras aparentes até a praça ao redor do prédio – lá, acrobatas, músicos e artistas de rua recebem os visitantes.

Organize-se e faça sua viagem ao exterior revolucionar sua trajetória como arquiteto!


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Sobre Lorí Crízel

Arquiteto e Urbanista; Membro do Comitê Especial Europeu de Pós-Graduação tendo atuado em: Inglaterra, Escócia, País de Gales e França, entre outros; Coordenador de Cursos e do Programa de Viagens de Estudos Internacionais do IPOG; e Coordenador dos cursos de pós-graduação em Master em Arquitetura & Lighting e Design de Interiores - Ambientação e Produção do Espaço do IPOG.

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