Big Data: qual é a sua importância para as empresas?
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02 de agosto de 2018

Big Data: qual é a sua importância para as empresas?

Big Data

Você sabe o que é Big Data e por que a sua empresa precisa se atentar a ele? Antes de entrar de vez no assunto, consideremos algumas informações importantes.

Consideração 1: Atualmente vivemos uma revolução na área de geração e armazenamento de dados, a qual pode ser explicada a partir da presença e uso de dispositivos móveis, computadores e outros tipos de tecnologias.

Consideração 2: De acordo com o Instituto Gartner, até 2020 é possível que haja um total de 40 trilhões de gigabytes de dados no mundo. São surpreendentes 2,2 milhões de terabytes de novos dados gerados todos os dias em todo o planeta!

Mas pra que tantos dados? Por que é tão importante armazená-los? E mais ainda: o que eles têm a nos dizer de valioso? É aqui que entra o conceito de Big Data.

Segundo o professor de Marketing e Inteligência Digital do IPOG, Marcelo Roncato, Big Data é uma grande quantidade de informações armazenadas, sejam dados estruturados ou não estruturados.

Tratam-se de informações que bombardeiam empresas e organizações diariamente. E o que deve ser levado em consideração nessa questão não é o volume de dados, mas sim o que pode ser feito com eles.

Big Data: uma prática antiga, mas ainda atual

O armazenamento de dados tem o objetivo de transformar dados simples, informações soltas, em algo verdadeiramente relevante para a empresa a partir de uma visão mais ampla e estratégica dessas informações.

Essas informações, geralmente, são provenientes de banco de dados, mas elas também podem se originar de diversas fontes, tais como:

A geração e armazenamento de dados é uma prática que acontece desde que a humanidade existe, mas foi com o avanço da tecnologia no tratamento das informações que surgiu o que conhecemos hoje como Big Data.

O uso do Big Data nas organizações

Como já foi citado, mais importante que armazenar dados é saber quais são suas utilidades e de que forma a empresa pode utilizá-los para melhorar os negócios.

De acordo com Roncato, neste contexto, o uso do Big Data nas organizações tem por objetivo principal conhecer o comportamento do consumidor. “Mas melhor que isso, é também saber os motivos que levam o cliente a se comportar de tal forma”, explica.

A partir disso, pode-se conhecer melhor tendências, comportamentos de compra, novos mercados, o que proporciona inovação de forma mais sustentável.

Um Big Data bem trabalhado tem a capacidade de descobrir o que o seu cliente mais gosta sem que ele mesmo saiba disso”, afirma Roncato.

O Big Data no Marketing

Sem dúvidas, o Big Data é uma peça chave nos processos de Marketing. Afinal, por meio desse volume de dados é possível compreender o comportamento das pessoas, o que gostam e o que não gostam.

E descobrir o que os clientes querem e quais são suas necessidades é exatamente o que o Marketing busca saber para tornar estratégias de vendas mais certeiras e melhor direcionadas.

Assim, uma das formas de entender o seu potencial cliente é garimpando informações sobre ele, dados que podem ser trabalhados, analisados e cruzados a partir do Big Data, com o intuito de gerar informações úteis e ricas para as estratégias de marketing.

Nesse sentido, o Big Data se coloca como um importante diferencial em empresas que apontam para o crescimento e diferenciação da concorrência. Vejamos exemplos de algumas organizações que adotaram o Big Data em seus negócios:

Amazon.com

A criadora do e-commerce foi um dos primeiros a oferecer a opção “o que outros compraram também”, obtendo instantaneamente vantagem competitiva com relação a seus concorrentes.

WallMart

A rede de supermercados americana WallMart, por meio da análise de dados, sabe quem são as pessoas que entram em suas lojas, o que querem, o que desejam e porque vão. Além disso, sabe qual o perfil dessas pessoas. Com base no cruzamento dessas informações, a rede lança produtos com maior probabilidade de aceitação.

Netflix

Além de oferecer filmes e séries online, a Netflix sugere automaticamente conteúdos a seus usuários baseados nos históricos assistidos anteriormente. Com isso, a plataforma oferta sugestões similares, com maior probabilidade de aceitação.

Google Now

Este aplicativo coleta informações de rotina e tem capacidade de gerir sobre a rotina diária das pessoas, sugerindo de forma automática produtos, meios de transporte, restaurantes, opções de entretenimento, entre outras coisas, baseando-se no comportamento individual de cada pessoa.

Governo Americano

A Agência Americana (N.S.A.) controla, em tempo real, um sofisticado sistema de análise de comunicações de redes sociais, redes telefônicas, redes de transmissão de dados, entre outros. Após análise, eles determinam o que pode ser de interesse nacional e tomam suas decisões.

Os 5 Vs do Big Data

Com os exemplos acima fica mais fácil visualizar a importância e as possibilidades de uso do Big Data.

E para compreender melhor toda a complexidade desse cenário, segundo Roncato, é possível subdividir o conceito de Big Data em 5 categorias ou em “5 Vs”, os quais explicam melhor as características e funções do Big Data. Confira:

1 – Volume

Um dos grandes desafios para utilizar o Big Data é justamente o volume de dados disponíveis. Atualmente gira em torno de 250 a 350 exabytes por ano, sendo cerca de 2,5 quintilhões de bytes por dia, como também aponta o professor.

A tendência é que esse número cresça a cada dia. Nesse sentido, faz-se necessário o uso de tecnologias para tratar esses dados de forma que possam se converter em informações estratégicas.

2 – Velocidade

Quando tratamos com volumes gigantescos, a velocidade em que esses dados são produzidos e que podem se desatualizar é muito rápida.

Por isso, o ajuste para o melhor processamento desses dados para que retornem informações de qualidade e em tempo real é um processo muito importante.

3 – Variedade

Todas as informações podem ser provenientes das mais diversas fontes e padrões. Neste caso torna-se extremamente necessário o uso de ferramentas tecnológicas que tenham capacidade de desenvolver um melhor formato para a heterogeneidade dessas informações.

4 – Veracidade

O pior marketing do mundo é divulgar muito bem algo que não presta. Sendo assim, é preciso estabelecer quais dados são verídicos e quais ainda estão em sincronia ao momento atual. Outro fator é a relevância dos dados dentro de um contexto ou estratégia.

5 – Valor

Toda informação é importante, mas nem sempre é relevante para os objetivos específicos da empresa. Após todo o tratamento da informação contida no Big Data é necessário filtrar aquilo que agregará valor aos projetos, posicionando a empresa em vantagem competitiva.

As perspectivas de uso do Big Data para o futuro

Agora que você conheceu os 5 Vs do Big Data, deu para perceber o quão complexo é esse sistema. E mais importante do que entendê-lo é saber, na prática, como utilizá-lo.

Com todas as tecnologias que já temos e com as inovações que estão por vir, saber trabalhar com Big Data será fundamental e oportunidades de trabalho não faltarão, pois as empresas já têm despertado para a importância de se trabalhar com dados.

Nesse sentido, para o professor Marcelo Roncato, a perspectiva do uso de Big Data no futuro é gerar ainda mais conexão com as pessoas.

Na década passada essas informações eram construídas a partir de uma pesquisa, sistema ou banco de dados, atualmente tudo que as pessoas fazem, consomem, comunicam ou pesquisam estão sendo utilizadas para mensurar seus comportamentos”, diz.

Com o avanço da tecnologia e a necessidade cada vez maior de saber quem são os clientes de determinada empresa, o uso do Big Data só terá fim se estabelecerem leis para restringir informações pessoais.

Enquanto isso não ocorrer, a tendência é que todas as empresas saibam cada vez mais quem somos – potenciais clientes -, o que fazemos e do que gostamos.

Conheça também os 8 Ps do Marketing Digital e saiba porque usá-los!


Sobre Marcelo Roncato

Doutor em Gestão estratégica em tecnologia pela universidade de Stanford, USA. Mestre Executivo Internacional pela Beulah Heights - Atlanta, USA/IPOG. Possui graduação em Analise de Sistemas e Ciência da Computação. MBA em Marketing, Gestão Empresarial e Métodos e Técnicas de Ensino. Participou de 3 cursos de extensão nos EUA em Stanford University-CA(2) e em New York University-NY(1). Foi professor da UFG por 11 anos, Consultor do SEBRAE-GO, Professor de cursos avançados no SENAC e professor na Cambury de TI, Gestão de Projetos e Marketing Digital. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Metodologia e Técnicas da Computação, atuando principalmente nos seguintes temas: BI com sistemas ERP, E-learn, Mídias Eletrônicas, criação de sites, Marketing Digital e CRM. Trabalhou na SEFAZ por 9 anos criando 33 sistemas administrativos e o site, atualmente trabalha no Governo no desenvolvimento de Sistemas de processos, convênios, ponto eletrônico e BI. É gestor responsável pelos sistemas de Ouvidoria Geral do Estado de Goiás, Gestão de Controle Interno da Controladora Geral do Estado de Goiás e sistemas internos de GED e Workflow. Atualmente também é professor do IPOG das pós-graduações (MBA) na área de projetos, BI, Gestão do Conhecimento e Tecnologia.

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