Por que vale a pena atuar na área de geração e transmissão de energia?
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19 de maio de 2017

Por que vale a pena atuar na área de geração e transmissão de energia?

A busca por um modelo sustentável está na pauta do mercado de energia. Recentemente, o Portal Estadão publicou uma reportagem citando o aumento da procura por especializações nessa área. Na matéria, um professor da Escola Politécnica da USP destacava que esse movimento é justificado principalmente por causa do caminho que o mercado tem tomado em relação às energias alternativas.

No Brasil, a energia é proveniente principalmente de hidrelétricas de grande porte. As usinas térmicas também desempenham papel fundamental, pois complementam a geração hidrelétrica em períodos de estiagem e em horários de pico.

No entanto, o setor elétrico brasileiro possui um modelo de operação diferenciado em relação ao restante do mundo. No país, há um enorme potencial energético a ser explorado, principalmente no que diz respeito às fontes renováveis. Por isso, é preciso incentivar a expansão da geração para atender a demanda que cresce a cada dia, mas por outro lado, diversificar as matrizes energéticas para garantir que sejam suficientes.

Cenário favorável

Além disso, a qualidade e nível de capacidade das fontes de energia de um local são utilizados como indicativos para apontar o grau de desenvolvimento da região. Países com maiores rendas geralmente dispõem de maior poder de consumo energético.

No Brasil isso também ocorreu e ocorre até hoje. À medida que o país vai se desenvolvendo, o setor energético também evolui. Para o coordenador do novo MBA Projeto, Desempenho e Segurança de Empreendimentos de Geração e Transmissão de Energia do IPOG, Flávio Sohler, é hora de mais profissionais se atentarem para este nicho de mercado: “A demanda por energia está crescendo porque a população vem crescendo. Para as indústrias crescerem, por exemplo, elas precisam de energia. Portanto, essa é uma área que vai crescer”, destaca.

Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE – mostram que a produção de energia eólica, por exemplo, aumentou 38% no primeiro trimestre de 2017. Já em relação à energia solar, é esperado um crescimento anual médio de 40% a 50% na próxima década no Brasil, segundo um levantamento feito pelo The Boston Consulting Group (BCG), que lançou o estudo “Geração de Energia Solar Descentralizada”.

Portanto, vale a pena buscar qualificação profissional relacionada à geração e transmissão de energia.

Transmissão de energia

A transmissão de energia ainda é um desafio. Em um país como o Brasil, como tamanha potencialidade energética, é preciso encontrar profissionais que desenvolvam maneiras de diminuir o desperdício. Para se ter uma ideia, o Brasil fica em penúltimo lugar em um ranking internacional de eficiência energética. A pesquisa foi realizada pelo Conselho Americano para uma Economia Eficiente de Energia (ACEEE, sigla em inglês) e analisou as 23 maiores economias do mundo do ponto de vista de eficiência energética a partir de quatro tópicos principais: esforços nacionais, edificações, industrial e transporte.

Por um lado, o resultado mostra que estamos entre as maiores potências energéticas mundias, mas por outro, ressalta a importância de buscar investimentos e maneiras de combater essa ineficiência.

Para o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), Alexandre Moana, as ações governamentais nas últimas décadas visaram apenas implementações relacionadas à geração de energia. “Hoje temos uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, porém com altos níveis de desperdício”, explica.

Oportunidade

De olho neste mercado promissor, o IPOG desenvolveu o novo MBA Projeto, Desempenho e Segurança de Empreendimentos de Geração e Transmissão de Energia. O curso é baseado em três pilares: Projeto e Dimensionamento de usinas hidrelétricas de concreto e terra/enrocamento, usina solar e eólica; Desempenho estrutural de empreendimentos de concreto e terra, abrangendo geologia e geotecnia e segurança de barragens.

Segundo o coordenador do MBA, Flávio Sohler, a especialização trata tanto dos principais empreendimentos de geração de energia como aborda, em relação à transmissão, equipamentos eletromecânicos, linhas de transmissão e subestações. “É necessário que o Brasil tenha especialistas gestores em empreendimentos de energia porque hoje existe uma busca crescente por fontes de geração e transmissão de energia que possam impulsionar o crescimento econômico do país”, destaca.


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Sobre Flavio Augusto Settimi Sohler

Pós-Doutor em Engenharia Civil-TUHH (Alemanha) e LNEC (Portugal); Cursou doutorado em engenharia civil na UFRGS; Doutor em Psicologia Organizacional pela PUC-GO; Mestre em Engenharia de Produção pela PUC-RJ; Pós-Graduado em Análise de Sistemas-PUC-RJ e Project Finance-USP; Graduado em engenharia civil pela PUC-RJ. Coordenador e Professor no IPOG no MBA Gestão de Projetos em Engenharias e Arquitetura; MBA Gerenciamento de Obras, Qualidade e Desempenho da Construção; MBA Projeto, Execução e Desempenho de Estruturas e Fundações; MBA em Negócios Imobiliários & Inteligência de Mercado

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