As Principais Funções do Líder no Século XXI
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01 de junho de 2017

As Principais Funções do Líder no Século XXI

No ambiente contemporâneo, todo profissional precisa demonstrar um bom equilíbrio entre competências cognitivas, técnicas e socioemocionais. Até bem pouco tempo, conhecer a si mesmo, aumentar a produtividade pessoal, saber trabalhar em equipe e lidar serenamente com as mudanças e pressões eram capacidades de uma minoria. Agora, essas potencialidades estão se tornando requisitos básicos de todo profissional que deseja entregar resultados de qualidade.

E se tratando do assunto, os mais importantes pensadores e pesquisadores da área estão de acordo ao definir as funções críticas da liderança contemporânea, e que estão concentradas principalmente em três qualidades, sendo elas Direcionar, Garantir e Engajar.

Prover direção

Sobre o processo de direção, surgem algumas reflexões: Liderar é uma ciência ou uma arte? Espera-se de um líder que ele perceba no ambiente, no mercado e na sociedade, as tendências dos acontecimentos? Para onde caminham as necessidades das pessoas? Como conectar a missão de uma organização com essas necessidades emergentes? Como inovar sem perder as características essenciais da organização, incluindo os seus valores? Vale a pena chegar a um determinado resultado descaracterizando-se? Quais são os fatores que precisam ser considerados em um plano estratégico que compreende a complexidade do real sem perder a elegância da simplicidade?

Líderes são “farejadores” de tendências, e mais que isso: “criadores” de futuros que ninguém poderia imaginar. “A imaginação, dizia Einstein, é mais importante do que o conhecimento”. Líderes imaginam o que está por vir e transformam esse horizonte imaginado em sonho coletivo.

Então:

  • Como formular e comunicar o propósito?
  • Como formular e comunicar o Planejamento Estratégico?
  • Como integrar os diversos setores em torno dos principais projetos e iniciativas?

Pensar nesses fatores é o primeiro caminho para se tornar mais assertivo nas tomadas de decisões. O líder deve ter sede de conhecimento e buscar formas de adaptar essas vertentes as particularidades do negócio em que está inserido e dos seus liderados.

Garantir a disciplina de Execução da Estratégia

Visualizar, enxergar, planejar não é o bastante. O líder precisa ser capaz de garantir que a estratégia seja executada, hora após hora, dia após dia, semana após semana. A estratégia se transformou em ação? A ação se transformou em aprimoramento contínuo? O aprimoramento tornou-se um hábito? Os líderes compreendem a complementaridade sinérgica entre os diversos setores? As equipes estão conscientes das atividades prioritárias? Cada membro da equipe ajustou a sua agenda às prioridades do setor? Os gestores estão atentos às necessidades de formação continuada das equipes?

Há algumas décadas pensava-se, erroneamente, que, uma vez estabelecida uma estratégia brilhante, os líderes poderiam descansar, deixando a execução aos níveis táticos e operacionais da organização. Pura lenda! Um dos maiores especialistas em execução da estratégia do mundo, Ram Charam, afirma que 70% das estratégias falham por problemas de execução.

Por isso, vale refletir:

  • Como desdobrar objetivos e metas críticas em todos os níveis da organização, criando um alinhamento entre estratégia e execução?
  • Como garantir que as equipes tenham uma cultura de prestação de contas a respeito das atividades que são realmente prioritárias?

Promover Engajamento

Há algo de sagrado no ofício da liderança. O líder se distingue de um gestor quando tem aguda consciência de que todos os dias ele impacta vidas humanas, e vidas humanas são muito preciosas, pois são janelas para o infinito.

Cada pessoa é um universo que, dentro da organização, encontra-se com tantos outros universos. Sonhos, valores, expectativas, temores, paixões… o que vai dentro da alma de cada um? Um líder não pode se esquivar dessas questões, porque se o fizer perderá sua liderança. Não pode ser insensível e indiferente, muito embora não deva ser paternalista.

Seu ofício sagrado (sacrifício é a contração dessas duas palavras) é o de compreender onde cada um está em seu desenvolvimento e ajuda-los, inspirando-os, orientando-os, fazendo-os pensar, desafiando-os para superar seus feitos anteriores, mas também os apoiando em momentos difíceis.

O líder precisa se tornar um sol, uma estrela pela qual os colaboradores possam se guiar na noite das dificuldades e, mais do que tudo isso, precisa se especializar em criar ambientes em que as pessoas se sintam motivadas, engajadas no trabalho a ser feito.

Então como delegar responsabilidades respeitando o potencial desenvolvido e a desenvolver de cada um? Como fazer com que as pessoas se sintam verdadeiramente valorizadas, dispostas a trazer para o trabalho os seus melhores talentos, as suas habilidades e forças pessoais? Como contribuir para que as pessoas cresçam continuamente e como respeitar a decisão de um liderado que resolveu trilhar novos caminhos quando chegou a hora da mudança?

  •  Aprofundar o conhecimento sobre o Desenvolvimento do Potencial Humano
  • Conectar propósitos pessoais com o propósito da organização
  • Criar ambientes saudáveis de autonomia e responsabilidade
  • Apoiar os planos de desenvolvimento individual dos Líderes e colaboradores.
  • Fazer uma gestão do desempenho individualizada e positiva.

Pelo que se vê nesta introdução ao assunto, contendo mais perguntas do que respostas, ser um grande líder no século XXI é uma tarefa muito difícil, que requer muitas competências, extrema dedicação, maturidade e sabedoria.

O fenômeno que assistimos hoje é o da busca por uma liderança integral, que somente pode ser conduzida por um grupo de líderes ou, melhor ainda, por pessoas que possuem um senso próprio de liderança, ou seja, quando a liderança é uma espécie de mutirão. E você, em que ponto da liderança integral está?


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Sobre Luciano Alves Meira

Formado em Letras e Especialista em Liderança e Gestão Organizacional; já treinou líderes de diversas grandes empresas, a exemplo de: Volkswagen, Embraer, Kimberly Clark e Faber Castell; coordenador do curso de MBA Executivo em Liderança & Gestão Organizacional (FranklinCovey) e do Curso de Curta Duração de Liderança Integral do IPOG, onde também atua como Diretor de Metodologia; Sócio Fundador da Caminhos Vida Integral.

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