Segurança e privacidade em Internet das Coisas (IoT): como aumentar a confiança do usuário?
3 minutos de leitura
19 de julho de 2017

Segurança e privacidade em Internet das Coisas (IoT): como aumentar a confiança do usuário?

IPOG, Iot, Internet das Coisas, Internet of Things

É fato que a forma de interação física em todo o mundo mudou. Hoje, as casas estão automatizadas, a iluminação, temperatura, TV’s, fechaduras e portas podem ser controladas por um smartphone, geladeiras sinalizam a necessidade de abastecimento de alimentos. Esses são poucos exemplos da gama de oportunidades que a Internet das Coisas pode oferecer.  A Internet das Coisas, conhecida também pela sigla IoT, do inglês, Internet of Things, interliga e conecta objetos à internet, computadores e smartphones. Essas integrações tecnológicas deixa o dia a dia mais produtivo, eficiente, prático e dinâmico para os usuários.

Uma pesquisa realizada pela BI Inteligence prevê que até 2020 haverá um total de 24 bilhões de dispositivos conectados à internet. Ao mesmo tempo que essa tecnologia cresce e fica acessível, os riscos de segurança e privacidade também aumentam e possibilitam mais ciberataques.

IoT: Relação de confiança

Para a Internet das Coisas funcionar com efetividade, os usuários precisam ter uma relação de confiança. As empresas precisam conquistar e manter a confiança dos clientes por meio do fornecimento de uma tecnologia cada vez melhor e segura.

Privacidade e segurança na rede

A segurança e proteção na coleta e compartilhamento de dados pessoais são os principais desafios para esse setor. A combinação de informações e acessos registrados nos dispositivos inteligentes coloca à privacidade em risco, pois gera um conjunto de comportamentos que podem ser usados por criminosos virtuais.

Esse é um marco de inovação da internet e da tecnologia que permite possibilidades promissoras e infinitas para empresas e governos se conectarem com consumidores. Se você trabalha com projetos para dispositivos IoT, é importante entender como essa tecnologia pode alavancar seu negócio e sua carreira.

Mas para isso acontecer, a única questão é: você está totalmente preparado para fornecer produtos IoT com segurança e privacidade para seus clientes?

Soluções de cibersegurança para construir confiança

Desenvolver um dispositivo IoT que oferece uma conexão segura e confiável são os principais desafios para os especialistas em cibersegurança e empresas fabricantes dessa tecnologia.

A segurança digital deve fazer parte de todo o ciclo de vida do dispositivo: projeto, fabricação e durante o uso com o consumidor.

O sistema para um dispositivo IoT deve ser proativo, preventivo e corretivo, pra a segurança, privacidade, disponibilidade e integridade de dados. Confira alguns itens que devem ser levados em consideração nesse processo para agregar a efetividade do produto com confiança para o usuário:

  • Desenvolver projetos seguros, em nível de hardware, software e hospedagem em nuvem;
  • Melhorar o controle de governança de TI da empresa;
  • Estabelecer padrões de segurança elevados;
  • Implementar sistemas de controle de qualidade;
  • Realizar análises de vulnerabilidade do dispositivo;
  • Utilizar protocolos seguros de atualizações e correções;
  • Desenvolver sistemas com criptografia para proteção de dados;
  • Realizar testes de segurança;
  • Desenvolver plano de contingência contra possíveis ameaças futuras;
  • Monitorar constantemente o sistema para detectar possíveis ameaças cibernéticas;

Para isso gerar valor e garantir a confiabilidade, precisa-se informar o usuário de como essa tecnologia foi produzida.

Como se proteger?

Assim como as empresas devem fazer a sua parte para garantir a segurança e privacidade no uso de dispositivos conectados à internet, o consumidor final também precisa se precaver para aproveitar ao máximo os benefícios dessa tecnologia.

A grande maioria dos dispositivos com a tecnologia da Internet das Coisas solicitam informações pessoais. É preciso ter muito cuidados antes de conectar objetos e fornecer dados. Confira importantes ações que devem ser executadas pelos usuários de dispositivos IoT.

  • Pesquise sobre o dispositivo antes de comprar;
  • Utilize senhas seguras;
  • Atualize o software sempre que solicitado;
  • Utilize sistemas com criptografia para proteção de dados;
  • Instale aplicativos oficiais da marca ou de fontes seguras;
  • Fique atento às configurações do dispositivo;
  • Verifique as vulnerabilidades do produto;

O ambiente físico e o digital vão se comunicar cada vez mais através da conexão com a internet e computadores. A Internet das Coisas cresce de forma acelerada e é uma tecnologia promissora para a área de Tecnologia da Informação.

Qualquer dispositivo conectado à internet é passível de invasão, por isso precisamos estabelecer estratégias de segurança cibernética para que consigamos oferecer os melhores produtos com segurança e privacidade para os usuários.

 Leia Mais:

4 Dicas para evitar transtornos no ambiente virtual

Conheça as vantagens de utilizar um Escritório Inteligente

Boiada digital, não seja mais um!


Artigos relacionados

No futuro, você estará presente? Como você procurava uma vaga de trabalho ou anunciava uma oportunidade na sua empresa há cinco ou dez anos? É bem provável que fosse através de um anúncio nos classificados de algum jornal impresso.Como você procurava por um produto ou serviço que estava p...
IAFS 2017: principais contribuições do evento para a área de Ciências Forenses O 21º Encontro Trienal da Associação Internacional de Ciências Forenses (IAFS) aconteceu de 21 a 25 de agosto, em Toronto, Canadá. Quer saber como foi o evento e as e as principais contribuições para a área das ciências forenses? Então você precisa ler esse ar...
5 passos essenciais para realizar a perícia forense em celulares Até maio deste ano, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou que no Brasil existem 242,3 milhões de celulares. Esse grande número de aparelhos disponíveis e o desenvolvimento de novos recursos tecnológicos em dispositivos móveis trouxeram desa...

Sobre Walber Pinheiro

Doutorando em Ciências da Informação pela Universidade Fernando Pessoa em Porto (Portugal) e coordenador do curso de Computação Forense e Perícia Digital do IPOG.

Comentários