Neuroarquitetura: o que é, exemplos práticos e como se especializar
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22 de dezembro de 2020

Neuroarquitetura: o que é, exemplos práticos e como se especializar

A arquitetura é um campo bastante dinâmico. Há sempre uma nova tendência surgindo, uma abordagem diferente em alta, que chega para mudar as práticas na área, gerando resultados inovadores.

A neuroarquitetura é uma dessas correntes inovadoras que têm ganhado espaço nos projetos de arquitetos do Brasil e do mundo, já que é capaz de promover uma forma inteligente de criar ambientes mais humanizados.

Passamos boa parte da vida em espaços construídos; são casas, escolas e locais de trabalho que, na maioria das vezes, foram elaborados tendo como foco um princípio estético e/ou funcional. Mas, e se esses espaços pudessem ser projetados considerando o nosso bem-estar mental e físico?

Esse é o foco da neuroarquitetura, uma disciplina que foi criada a partir da junção dos esforços do neurocientista Fred Gage e do arquiteto John P. Eberhard para entender como o ambiente físico influencia a estrutura e o funcionamento de nosso cérebro. 

Eles foram os fundadores da  The Academy of Neuroscience for Architecture (Academia de Neurociência para a Arquitetura), instituto de pesquisa com foco na área, que promove conferências para divulgação de estudos e cases.

Numa época em que o componente humano e seu desenvolvimento estão em evidência, essa linha da arquitetura tem muitas soluções a oferecer e o mercado já está sintonizado.

Neste artigo, trazemos um pouco sobre as aplicações da neuroarquitetura e como se especializar na área.

Boa leitura!

Neuroarquitetura: o que é, como funciona e como buscar especialização nessa abordagem inovadora que pretende levar a eficiência a outro nível.

O que é neuroarquitetura?

A neuroarquitetura é uma disciplina que se refere aos estudos da neurociência aplicados à arquitetura, trazendo os pressupostos científicos do funcionamento do cérebro humano para as atividades projetuais de Arquitetura.

Nesse sentido, explora como os ambientes efetivamente podem trazer melhorias para as pessoas ou como podem ser aprimorados para fornecer experiências saudáveis aos usuários.

A neurociência conseguiu, com base em estudos e exames, como a ressonância magnética e o eletroencefalograma, observar que alguns dos gatilhos que ativam certas regiões do cérebro são itens da arquitetura (cores, texturas, iluminação etc.).

Certamente que os profissionais da arquitetura já tinham ciência de que seus projetos influenciam e impactam na experiência das pessoas, porém a neuroarquitetura vai mais além na tentativa de entender como o espaço construído influencia e muda os processos mentais, até mesmo além da consciência.

Nesse sentido, os profissionais utilizam recursos que irão auxiliar na identificação com o ambiente. Um exemplo é o design biofílico, que utiliza elementos naturais/vivos, como luz natural e ventilação. A ideia é criar ambientes híbridos, com composições interna e externa simultâneas. 

Dessa forma, a compreensão mais aprofundada das emoções, das respostas corporais automáticas e inconscientes, pode auxiliar a conceber edifícios e ambientes que impactam ainda mais intimamente as pessoas.

Exemplos da neuroarquitetura

Na prática, a aplicação da neuroarquitetura pode melhorar a qualidade de vida em residências, escolas, hospitais, locais de trabalho etc. No entanto, quem mais tem buscado arquitetos especializados nessa área são as empresas interessadas em otimizar o foco, o desempenho e a criatividade dos funcionários.

Dessa maneira, lojas, escritórios e estações individuais de trabalho têm sido guiados por arquitetos e designers especializados em neuroarquitetura.

Vejamos alguns pontos nos quais essa ciência pode melhorar a experiência do usuário e a eficiência dos ambientes!

  • Layout

Muitos hábitos são construídos de forma inconsciente em função dos espaços que nos rodeiam e do tempo em que experienciamos uma mesma configuração desses ambientes. 

Por essa razão, as vezes é importante e positivo redecorar, reorganizar objetos e móveis de forma diversa para ampliar as nossas possibilidades de percepção, criar outros esquemas para nossas emoções, pensamentos e atitudes.

Neuroarquitetura: o que é, como funciona e como buscar especialização nessa abordagem inovadora que pretende levar a eficiência a outro nível.

A iluminação, seja ela natural ou artificial, é um ponto importante no design de ambientes

Trabalhar e habitar um local com bom aproveitamento da luz natural costuma trazer para as pessoas o sentimento de ânimo, de melhor humor.

Já na iluminação artificial, as lâmpadas frias costumam influenciar um estado de alerta muito útil para o foco e a clareza de ideias, mas que, em demasia, pode ser estressante. As lâmpadas quentes, em contraste, fomentam tranquilidade, ótimas para salas de espera e espaços para relaxar.

  • Acústica

Existem pessoas que alcançam mais produtividade pessoal em ambientes ruidosos, já outras respondem melhor ao silêncio. Nesse aspecto, a neuroarquitetura busca para os usuários de um espaço o conforto auditivo adequado às necessidades. 

Assim, uma mesa de trabalho em um local de muito ruído não é provavelmente uma boa ideia, bem como uma academia sem música pode ser desmotivante.

As cores causam grande impacto no cérebro. Prova disso é que muitas vezes a pintura de uma parede ou as cores dos móveis podem fazer toda diferença em como as pessoas se sentem em um lugar.  

Enquanto tons claros costumam favorecer a concentração, ampliando os espaços, os vibrantes estimulam a criatividade e os escuros são mais sérios. Podemos citar como exemplo o contraste entre os escritórios de startups e empresas tradicionais.

Veja também >> A influência das cores no ambiente e no humor

No entanto, o uso desequilibrado e sem planejamento de qualquer cor pode impactar negativamente o comportamento dos usuários.

Esses são apenas alguns exemplos possíveis dentro da neuroarquitetura. Na realidade, os projetos feitos por profissionais não seguem uma receita de bolo, são altamente personalizados, pensados para estimular os cinco sentidos e atender às necessidades dos usuários.

Neuroarquitetura: o que é, como funciona e como buscar especialização nessa abordagem inovadora que pretende levar a eficiência a outro nível.

Como se especializar em neuroarquitetura?

Ficar de olho nas tendências e investir no perfil profissional é uma ação fundamental para os profissionais da área de arquitetura. Não se trata apenas de uma melhoria no currículo, mas sim de ampliação de possibilidades.

Dessa forma, buscar uma Pós-graduação em Arquitetura assegura formação sólida para crescer na carreira e estar mais bem instrumentado, ter versatilidade e ser capaz de gerar resultados de maior relevância e satisfação na prestação de serviços.

Pensando neste novo nicho da Arquitetura, o IPOG desenvolveu o primeiro curso de Pós-Graduação Master em Neuroarquitetura do Brasil, uma qualificação profissional que fornece aporte teórico robusto e capacita para as demandas reais do mercado.

Assim, além de os alunos terem contato com os temas que cercam a neuroarquitetura, eles serão os primeiros profissionais do Brasil a ter certificação Master nesta área de atuação.

Essa especialização é oferecida com aulas remotas ao vivo pela internet, para quem deseja começar a estudar no conforto de casa e está de olho em ser destaque no mercado de trabalho pós-pandemia de COVID-19.

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Os projetos pedagógicos realizados na instituição são diferentes dos já existentes no mercado. Isso fez com que alcançássemos o status que temos hoje.

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